A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo lançou, no último dia 25 de outubro, uma campanha de combate a Hanseníase. Com o slogan “Se toque, a hanseníase tem cura!”, a campanha pretende sensibilizar os médicos e a população em geral para a importância de observar os sintomas e procurar auxílio médico ainda no início da doença.
Em parceria com a Fundação Paulista de Hanseníase, a secretaria distribuirá cerca de 1,5 milhão de panfletos, 40 mil cartazes e 50 mil folders por todo Estado alertando para os sintomas da doença. Além disso, os municípios foram mobilizados para que realizem ações de orientação à população durante toda a semana.
Diagnosticar a doença de maneira precoce evita que o paciente tenha seqüelas mais graves, como a incapacidade física. Além disso, o paciente medicado corretamente deixa de transmitir a doença às outras pessoas já no início do tratamento. “A hanseníase é uma doença de baixa transmissibilidade. Por isso, o diagnóstico precoce evita a transmissão e protege o paciente de seqüelas da doença”, explica a diretora da Divisão de Hanseníase, Mary Lise Marzliak.
Em 2006 o Estado de São Paulo registrou 1.958 casos novos de hanseníase. O número representa queda de 20% em relação ao ano anterior, quando houve 2.438 casos detectados.
Sobre a doença
A hanseníase, doença transmissível antigamente conhecida como lepra, atinge a pele e o sistema nervoso. Os principais sintomas são:
• Manchas que não coçam
• Dormência ou formigamento no local
• Ausência de dor, no caso de cortes e queimaduras
Confirmado o diagnóstico, o portador passa por tratamento de polioquimioterapia, que dura de seis meses a dois anos.
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