A
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Novartis iniciam,
agora em julho, uma campanha de conscientização sobre a acromegalia,
doença causada pela produção excessiva do hormônio
do crescimento que provoca o aumento anormal de partes do corpo.
Protagonizada pelo oncologista Drauzio Varella, a ação educativa
visa a informar a população sobre a doença. O objetivo é
vencer uma das principais barreiras ao tratamento da acromegalia: o diagnóstico
precoce. Hoje, estima-se que apenas 60% dos pacientes sejam diagnosticados.
A campanha será veiculada até meados de agosto nas rádios
Transamérica e Antena 1, nas cidades de São Paulo e do Grande ABC.
Por meio dos boletins, o Dr. Drauzio Varella explica o que é a acromegalia,
suas causas, seus sintomas, riscos à saúde associados à evolução
da doença e orienta o paciente que procure um endocrinologista caso suspeite
de algum sintoma.
Diagnosticar a acromegalia precocemente ainda é um desafio. Isso porque
a doença se instala lentamente, sem manifestar todos os sintomas de imediato,
sendo algumas vezes confundida com o envelhecimento. Os principais sintomas são:
dores articulares, aumento de extremidades (mãos e pés) e órgãos
internos, embutrecimento da face e aumento do suor. O diagnóstico tardio
pode trazer graves conseqüências como hipertensão arterial,
cálculo renal, insuficiência cardíaca, aumento do colesterol
e de triglicérides, pólipos intestinais (lesões precursoras
do câncer colorretal), apnéia do sono e diabetes, podendo levar à
morte.
Segundo especialistas, a maioria dos pacientes convive anos com a acromegalia
e enfrenta uma verdadeira peregrinação até receber o diagnóstico
correto que, em geral, é feito de cinco a dez anos após o aparecimento
do tumor responsável pela doença. “Quanto mais cedo o diagnóstico,
menores as alterações faciais e corporais, as complicações
cardíacas, pulmonares e endocrinológicas”, enfatiza Varella.
“Nesse sentido, as campanhas educativas são fundamentais”,
completa.
|