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14.11.06
Sociedade Brasileira de Urologia alerta
para câncer de próstata
 
No último dia 11 de novembro, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) iniciou a 3ª campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata. Essa ação tem o objetivo de alertar e conscientizar população sobre a prevenção da doença e cobrar do governo políticas públicas que beneficiem principalmente os pacientes que recorrem aos hospitais públicos.

De acordo com informações da SBU, atualmente, cerca de 25% dos tumores malignos que afetam os homens são de origem urológica. Entre os mais comuns estão o de próstata, o de pênis, de bexiga e o de testículo. O câncer de próstata é o mais freqüente nos homens e o segundo maior causador de mortes no Brasil.

A estimativa de diagnóstico para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é de 47.280 casos, sendo que a maior incidência está respectivamente na região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Portanto, de acordo com estes dados, a Sociedade Brasileira de Urologia inicia essa terceira Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata.

A ação acontecerá em dois finais de semana em 20 estádios de futebol durante o Campeonato Brasileiro. O ex-craque da seleção brasileira de futebol Sócrates será o padrinho da iniciativa. Durante os jogos, serão distribuídos 500 mil panfletos explicativos, além de estendidas faixas em campo nos intervalos. O slogan usado na campanha será: “Não precisa ser doutor para saber da importância do exame de próstata”.

Mas, as ações da campanha deste ano vão além da conscientização da população sobre a doença. A entidade quer cobrar do governo a distribuição de remédios gratuitos para o tratamento da hiperplasia prostática, enfermidade que atinge cerca de 90% dos homens a partir dos 45 anos, e garantir que as cirurgias nos hospitais públicos sejam realizadas em menos tempo.

“É muito mais vantajoso para o governo oferecer o medicamento que custa cerca de R$ 30 por mês e será utilizado por cerca de seis meses. A cirurgia pode custar o equivalente a 15 anos de remédios. Vale lembrar que atualmente, quem recorre ao SUS não recebe estes medicamentos e tem de esperar de seis meses a um ano por uma cirurgia”, disse o presidente da SBU, Dr. Sidney Glina, informando que a entidade já cobrou ações ao Ministério da Saúde por meio de carta entregue em maio deste ano.

Ele alerta ainda que, enquanto o paciente está na fila de espera, o tumor pode evoluir. “Embora a evolução do câncer de próstata seja lenta, pois leva cerca de seis a sete anos para formar metástases, o tempo perdido na espera pode permitir que o tumor cresça. Por outro lado, se a neoplasia for diagnosticada tarde, corre o risco de não poder ser curada”, alerta Dr. Glina.

Novos casos a cada três minutos
Dados da última campanha da BBU revelaram que um caso novo é registrado a cada três minutos e um óbito acontece a cada 24 minutos no Brasil. Por isso, é importante que o exame preventivo da próstata deve ser feito a partir dos 40 anos, caso haja algum caso anterior na família, ou 45 anos.

A doença se torna perigosa principalmente pelo fato de não apresentar sintomas em sua fase inicial, justamente quando pode ser curada. Se diagnosticado precocemente, o câncer pode ser tratado por cirurgia, com elevada chance de cura, ou por radioterapia. A detecção, segundo Dr. Sidney Glina, pode ser feita com a ajuda do exame sanguíneo, que revela o nível de PSA, ou por toque retal. No entanto, de 10% a 20% dos casos não são apontados pelo exame de sangue e, por isso, para a avaliação precisa o toque retal é imprescindível.

“Infelizmente ainda não existem formas de se evitar o câncer de próstata. Não temos como estipular uma dieta para a prevenção da doença. Sabe-se que o Japão é o país com menor número de casos. No entanto, se um japonês se mudar para os EUA suas chances de ter a doença se tornam iguais a de um americano. Portanto, percebe-se que a dieta pode influenciar no desenvolvimento do tumor”, complementa o médico.

 
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