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Libbs Farmacêutica está dando continuidade à campanha "Curtir
a vida na dose certa" em 2006. Desde o mês de abril, estão sendo
distribuídos 250 mil folhetos sobre diversos temas ligados ao universo
juvenil. Como na fase anterior, cerca de 25 mil ginecologistas recebem material
e auxiliam na conscientização das pacientes adolescentes. Com abrangência
nacional, a campanha teve início em 2003 e visa orientar sobre cuidados
com o corpo.
Nesta fase, a campanha aborda a síndrome pré-menstrual, a famosa
TPM.
A idéia de trazer esse tema para a campanha surgiu devido à alta
incidência de TPM entre as mulheres. Segundo a médica ginecologista
do Hospital das Clínicas, de São Paulo, Dra. Arícia Giribela,
“cerca de 60% das mulheres em idade fértil apresentam sintomas relacionados
ao período pré-menstrual. Dessas, cerca de 8% sofrem de sintomas
graves que, muitas vezes, levam-nas a se afastar do trabalho e até mesmo,
isolamento do convívio social e familiar”.
A TPM surge geralmente cerca de dez dias antes do período menstrual
e costuma desaparecer com a menstruação. Mais de 150 sintomas físicos
e emocionais desse mal já foram descritos. A Dra. Arícia afirma
que “os sintomas mais comuns são: inchaço, dor nas pernas,
dor nas mamas, irritabilidade, insônia, cólicas e mudança
de apetite e humor”.
Acredita-se que a Síndrome Pré-Menstrual seja decorrente de influências
hormonais normais do ciclo menstrual no sistema nervoso central. A falta de vitamina
B6, cálcio ou zinco também pode ser responsável pela TPM.
Alguns estudos mostram que fatores sociais e culturais também podem provocar
a Síndrome. Ela ocorre com mais freqüência em mulheres com histórico
familiar de TPM ou de depressão pós-parto.
Existem muitas formas de melhorar a TPM. O correto é procurar o ginecologista
e ver qual é o melhor tratamento para cada caso. Como a tensão pré-menstrual
está relacionada ao ciclo menstrual e ovulação, muitas mulheres
podem se beneficiar com o uso de anticoncepcionais orais. “Estudos demonstram
que o uso contínuo de contraceptivos hormonais (em que a mulher toma o
anticoncepcional sem pausa) diminui os sintomas da TPM, principalmente naqueles
casos relacionados à pausa do contraceptivo. Podemos indicar também
antidepressivos para tratar os sintomas com predomínio emocional”,
explica a Dra. Arícia.
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