Estima-se
que existam no mundo entre um milhão e 2,5 milhões de portadores
de esclerose múltipla. Somente no Brasil, acredita-se que quinze mil pessoas
sejam afetadas pela doença, numa proporção de aproximadamente
duas mulheres para cada homem. Até obter o diagnóstico da patologia,
complexo em função da existência de sintomas variados que
se confundem com outras doenças, grande parte dos pacientes enfrenta uma
peregrinação durante anos por consultórios médicos
de diferentes especialidades.
Com o objetivo de levar informação especificamente para as portadoras
do sexo feminino, o laboratório Schering do Brasil desenvolveu um CD-ROM
educativo sobre a Esclerose Múltipla, que será distribuído
em toda a América Latina. A patologia afeta mais mulheres do que homens,
sendo que elas ainda enfrentam uma problemática à parte, ligada
à gravidez e maternidade. Isso porque a doença aparece principalmente
durante a idade fértil, entre os 20 e 40 anos. A falta de informação
sobre a doença pode trazer ainda mais insegurança às portadoras.
"É importante que a paciente esteja bem informada sobre a doença
para aprender a conviver com os sintomas da melhor maneira possível",
afirma o Rubens Antonio Vilibor, assessor médico da Schering do Brasil.
"A paciente precisa saber que a EM não é fatal, nem contagiosa
e pode ser controlada, mesmo sendo uma doença crônica", conclui.
Além de esclarecer as dúvidas mais comuns sobre a doença,
o CD-Rom traz uma série de dicas e recomendações para melhorar
a qualidade de vida das portadoras. O material aborda o impacto da doença
na vida conjugal, no relacionamento com os filhos e na vida social. Trata ainda
de diversos problemas que a esclerose múltipla pode provocar e de estratégias
para amenizar e viver melhor com os sintomas, como os distúrbios intestinais,
a fadiga e as alterações na sexualidade e na memória.
O CD-ROM também traz dicas sobre alimentação e atividades
físicas, mitos e verdades sobre problemas cognitivos, sem deixar de tocar
na questão da gravidez e amamentação. O material será
entregue por neurologistas às suas pacientes em tratamento como uma ferramenta
para ajudá-las a superar as inseguranças relacionadas à doença. |