
Começou a ser veiculada, no último dia 08 de fevereiro, a campanha
de combate à Aids para o período do carnaval 2004. As peças
publicitárias estão sendo veiculadas em todas as emissoras de TV
do país. Este ano, o Ministério da Saúde reforça a
necessidade do uso do preservativo nas relações sexuais eventuais,
comuns durante os dias de folia. O slogan da campanha é “Pela camisinha
não passa nada. Use e confie”.
A campanha é dirigida aos homens de 18 a 39 anos, das classes C, D e
E. Essa é a parcela da população masculina com menor índice
de uso contínuo da camisinha. Pesquisa feita pelo Ibope para o Programa
Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, em 2003, mostra que
15% da população sexualmente ativa não acreditam totalmente
que o preservativo pode barrar o vírus da aids. Velhos medos continuam
assustando boa parte dos homens, como o rompimento do látex e o vazamento
do esperma.
O filme em exibição nas televisões destaca a flexibilidade,
a resistência e a ausência de poros da camisinha. Num bar, dois rapazes
conversam sobre o assunto e um deles põe o preservativo na lata de refrigerante.
Em seguida, ele abre a lata e a camisinha infla como um balão por conta
do gás da bebida. Na seqüência, o rapaz vira a lata, deixa a
bebida escorrer para o preservativo e mostra ao amigo que nem o ar e nem o líquido
vazaram.
A mesma idéia é repetida nos cartazes da campanha: um peixinho
nada em uma camisinha cheia de água. Os cartazes serão fixados em
locais freqüentados por foliões durante o carnaval. Haverá
também filipetas ensinando como colocar o preservativo e abanos para as
escolas de samba e blocos carnavalescos de Salvador, Recife, Olinda, Rio de Janeiro
e São Paulo.
O Ministério da Saúde já enviou para estados e municípios
de todo o país mais de 10 milhões de camisinhas, que serão
distribuídas aos foliões nos dias de folia. Mais da metade desses
preservativos serão entregues nos estados que têm os carnavais mais
famosos e visitados. São Paulo receberá 2 milhões de unidades;
Rio de Janeiro, 1 milhão; Pernambuco (Recife e Olinda), 900 mil; e Bahia,
800 mil.
Fonte: Agência Saúde
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