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16.02.04
Campanha de combate à Aids no carnaval
 


Começou a ser veiculada, no último dia 08 de fevereiro, a campanha de combate à Aids para o período do carnaval 2004. As peças publicitárias estão sendo veiculadas em todas as emissoras de TV do país. Este ano, o Ministério da Saúde reforça a necessidade do uso do preservativo nas relações sexuais eventuais, comuns durante os dias de folia. O slogan da campanha é “Pela camisinha não passa nada. Use e confie”.

A campanha é dirigida aos homens de 18 a 39 anos, das classes C, D e E. Essa é a parcela da população masculina com menor índice de uso contínuo da camisinha. Pesquisa feita pelo Ibope para o Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, em 2003, mostra que 15% da população sexualmente ativa não acreditam totalmente que o preservativo pode barrar o vírus da aids. Velhos medos continuam assustando boa parte dos homens, como o rompimento do látex e o vazamento do esperma.

O filme em exibição nas televisões destaca a flexibilidade, a resistência e a ausência de poros da camisinha. Num bar, dois rapazes conversam sobre o assunto e um deles põe o preservativo na lata de refrigerante. Em seguida, ele abre a lata e a camisinha infla como um balão por conta do gás da bebida. Na seqüência, o rapaz vira a lata, deixa a bebida escorrer para o preservativo e mostra ao amigo que nem o ar e nem o líquido vazaram.

A mesma idéia é repetida nos cartazes da campanha: um peixinho nada em uma camisinha cheia de água. Os cartazes serão fixados em locais freqüentados por foliões durante o carnaval. Haverá também filipetas ensinando como colocar o preservativo e abanos para as escolas de samba e blocos carnavalescos de Salvador, Recife, Olinda, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Ministério da Saúde já enviou para estados e municípios de todo o país mais de 10 milhões de camisinhas, que serão distribuídas aos foliões nos dias de folia. Mais da metade desses preservativos serão entregues nos estados que têm os carnavais mais famosos e visitados. São Paulo receberá 2 milhões de unidades; Rio de Janeiro, 1 milhão; Pernambuco (Recife e Olinda), 900 mil; e Bahia, 800 mil.

Fonte: Agência Saúde

 
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