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As opiniões manifestadas nesta seção são de inteira responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, o pensamento da direção
da feira Hospitalar

 

27.01.03

Ministério da Saúde: orçamento
com racionalidade e bom senso
Mauro Stormovski*


“Orçamento garantirá metas na saúde”. Com esta manchete, veiculada no dia 6 de janeiro de 2003 no site Yahoo, o novo ministro da Saúde, Dr. Humberto Costa, deu início a sua gestão da saúde pública brasileira. Na reportagem, observa-se que a aprovação de R$ 30,5 bilhões de verba no orçamento para o ano de 2003, representa um acréscimo de 8% sobre o valor aprovado em 2002 (R$ 28,2 bilhões).
Esperamos que este orçamento seja executado com sucesso, para que possa atingir as metas e propostas do programa de governo.

Acabada a fase de transição política, entramos em uma fase de transição programática, onde o novo dogma político-governamental deverá empossar assessores e dirigentes, dentro dos quadros da nova corrente do pensamento político-partidário. Observa-se que a sabedoria e o discernimento (bom senso) estão em evidência com a escolha dos colaboradores diretos: técnicos experientes e com comprovada vida profissional, de dentro e de fora do Partido dos Trabalhadores.
O processo de mudança prevê a abertura para novas idéias. Mas na realidade o que esperamos é que “tirem as antigas da pauta”, pois assim, a modernidade se instalará naturalmente.

Em qualquer área do lado social, considerando o número de pessoas que não têm acesso a possibilidades adequadas de tratamento da sua saúde, observa-se que se não houver uma conversão de correntes pensadoras, não haverá crescimento na capacidade de tratar um número maior de pessoas adequadamente.
A educação vem antes da saúde e se não houver união dos dois processos (educação + saúde) não haverá a melhoria dos atuais índices apresentados pelas parcas estatísticas sociais.

Entendo que, definitivamente, não é só voluntarismo político que nos permitirá melhorar estes índices, mas sim esforços planejados, organizados e colocados em prática dentro da coerência das ações, amplamente discutidas de forma a otimizar seus resultados.
Nos primeiros meses de governo, não devemos esperar mudanças substanciais. Haverá uma manifestação da vontade política e (esperamos) um planejamento e conduta mais transparente.

São grandes os desafios da saúde no Brasil, a começar pela “educação básico” (educação + saneamento básico), pedra fundamental do desenvolvimento das pessoas.
Após esta fase inicial, o quadro geral (público e privado) vai adquirir uma característica passível de melhor análise, dentro do ciclo normal da economia e dos atos e fatos administrativos. Até agora tem sido de racionalidade e bom senso.

*Mauro Stormovski é diretor-executivo da Hospitalar

 

 

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