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As opiniões manifestadas nesta seção são de inteira responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, o pensamento da direção
da feira Hospitalar

 

21.01.03

O bem-estar do funcionário é objetivo da Ergonomia
Dr. César Abraão Cury*


Lesões por Esforço Repetitivo, lombalgia e deficiência visual são alguns dos problemas que podem ser gerados pelas tarefas rotineiras que o mercado de trabalho oferece. Para minimizar estes problemas e oferecer maior conforto aos trabalhadores, a ergonomia surge como uma solução prática e eficiente às empresas.
Os produtos ergonômicos presentes no mercado são projetados para adaptar o trabalho ao trabalhador, oferecendo mais conforto e comodidade. Suporte para punho e pés, protetor de tela e cadeiras com regulagem de altura do acento e do encosto, por exemplo, são produtos essenciais para o bem-estar físico dos funcionários nas suas funções diárias.

Vários estudos comprovam os benefícios desses equipamentos que, além de garantir mais qualidade de vida, melhoram o desempenho dos trabalhadores e, consequentemente, a produtividade da empresa. Além disso, o valor investimento é considerado baixo com relação ao benefício que ele proporciona.

Doenças como Tendinite - inflamação dos tendões -, Bursite - inflamação das bursas (pequenas bolsas que se situam entre os ossos e o tendão da articulação do ombro) - e a Síndrome do Túnel do Carpo - compressão do nervo mediano ao nível do punho -, por exemplo, são algumas das principais doenças causadas por esforços repetitivos causadores da LER, Lesão por Esforço Repetitivo, ou DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e que podem ser evitadas com o uso de produtos ergonômicos.

Quando não se pode deixar de fazer movimentos repetitivos durante o trabalho, o ideal é que o funcionário pratique exercícios que, além de contribuir para a eficácia dos aparelhos ergonômicos, ajudam a relaxar e garantem mais qualidade de vida. O Lian Gong, uma ginástica terapêutica chinesa, é um exercício que vem sendo aplicado em alguma empresas em combate às LER. Além de alongar, o exercício ajuda o praticante a conhecer melhor seu corpo e saber quais são os seus limites.

Existem outras saídas para empresas que não podem investir maciçamente em equipamentos ergonômicos. Planificar a empresa para que haja um controle do ritmo de trabalho, inserir pausas regulares durante a jornada, para que os músculos e tendões descansem e diminua o estresse, e investir em mobiliário e em máquinas que permitem ajustes às características físicas do funcionário, são soluções eficazes ao combate das doenças causadas por esforços repetitivos.

Mas de nada adianta investir em aparelhos ergonômicos sem oferecer ao funcionário um treinamento adequado para o seu uso. Detalhes como postura correta, alongamentos e pausas durante o trabalho são essenciais para o sucesso desses equipamentos.

* Dr. César Abraão Cury é médico do trabalho do Hospital Beneficência Portuguesa de Santo André

 

 

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