Muitos são os casos de tratamentos tópicos faciais, quer sejam eles
invasivos ou não. As respostas variam de pessoa para pessoa. Evidentemente,
sabe-se que fatores como hereditariedade, alimentação, hormônios,
estresse, hábitos insalubres, dentre outros, são determinantes no
sucesso de qualquer tratamento estético. Entretanto, mesmo aquelas pessoas
que seguem disciplinadamente as orientações de seus médicos,
esteticistas, dermatologistas e terapeutas, não conseguem obter uma resposta
satisfatória.
O que então poderia estar ocorrendo nesses casos em que não importa
o dinheiro que se gaste e a disciplina que se tenha, os resultados são
sempre insatisfatórios e a pessoa acaba muitas vezes tendo que precocemente
“apelar” para uma cirurgia plástica?
A ciência da fonoaudiologia ultimamente vem dando enormes contribuições
no campo da estética, com o trabalho de motricidade orofacial estética.
A tonificação dos músculos faciais, o equilíbrio das
funções neurovegetativas e o acompanhamento terapêutico podem
realmente trazer ao cliente uma nova simetria e configuração facial,
tornando a face muito mais harmônica. Porém, o que se recupera de
um lado pode ser perdido através de vícios e hábitos reflexos
deletérios.
A comunicação não verbal (expressão facial na sua
grande maioria) ocupa cerca de 65% a 70% de toda a mensagem transmitida. Logo,
pode-se imaginar como ela é importante no ato da comunicação.
Contudo, existem indivíduos que exageram e usam os músculos faciais
tanto quanto a boca. Os vícios reflexos faciais são muitas vezes
inconscientes, relacionados com questões emocionais e difíceis de
serem eliminados. Para se realizar o trabalho de biofeedback (nada mais é
que estratégias manuais para inibí-los), é importante as
sessões de tratamento, onde são inseridas as manobras de dessensibilização
e inibição desses hábitos. Dessa forma, nossos fibroblastos
agradecem imensamente, pois terão mais tempo para recuperarem as fibras
de colágeno e elastina da derme.
De outra forma, quando eles iniciam o processo de reposição dessas
proteínas, são impedidos, devido ao excesso de atrito na região.
Existem diversos caminhos no trabalho com o auto-monitoramento através
da propriocepção e o biofeedback: o espelho, a audição,
o tato e as pistas das mãos da terapeuta. Durante a sessão de massagem
facial que prepara o trabalho seguinte de motricidade orofacial, o paciente será
trabalhado no sentido de aprender a controlar e monitorar seus hábitos
expressivos e diminuir os atritos na derme, propiciando melhores respostas aos
tratamentos dermatológicos ou estéticos.
* Vera Mendes é fonoaudiológa
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