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As opiniões manifestadas nesta seção são de inteira responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, o pensamento da direção
da feira Hospitalar

 

22.12.03

Ética Médica x Marketing em Hospitais e Clínicas
Dra. Nair Queiroz*
 
Durante minha atuação como Consultora no segmento de Marketing Hospitalar e de Clínicas, com freqüência me deparo com essa questão, seja pelo medo do descumprimento da Resolução CFM nº 1036 de 21-11-1980 e do Código de Ética Médica ou pelo desconhecimento do que é “Marketing”. Esclarecendo alguns aspectos da legislação (que pode ser obtida na íntegra no site www.cremesp.org.br), gostaria de ajudar com meu entendimento de que ela trata da divulgação ostensiva da atividade médica, com relação ao resultado da ação dela sobre os pacientes, que não deve ser de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico.

Tomando-se cuidado com estes preceitos básicos, que devem ser sempre analisados por especialistas, e na dúvida deve ser sempre consultado o CREMESP, podemos utilizar diversas ações de Marketing para ajudar no incremento dos negócios voltados à comunidade médica em geral. Marketing é atender plenamente as necessidades de seus clientes, envolvendo todas as equipes que estejam dispostas a falar uma só língua: encantar o cliente!

Quando levamos esta questão ao âmbito Hospitalar, ou seja, para a empresa “Hospital”, as ações se multiplicam e ganham escala semelhante à das usadas em grandes corporações. Não estamos tratando da questão isolada dos casos médicos e sim da estrutura, atendimento, grau de humanização, nível de infecção, etc, os quais devem ser divulgados por se tratar de diferencial e representarem um esforço de se destacar devido aos seus investimentos, seja em equipamentos, seja em treinamento de colaboradores (RH).

O Marketing é global, envolve desde a portaria, limpeza e recepção, até o mais alto escalão do Hospital, pois trata de perto o maior tesouro que as instituições possuem: o cliente. Não bastam apenas recursos financeiros e altas tecnologias, o desafio da sustentabilidade hospitalar também implica em investimentos no desenvolvimento das pessoas que integram as organizações. No processo de vanguarda que as instituições estão vivendo, a postura do “marqueteiro”, como ferramenta no planejamento estratégico, é de suma importância. Saber vender a imagem (que tem que ser transparente), fixar a marca onde seu produto principal é a promoção da saúde, não é para qualquer um.

A literatura ensina que o Marketing tem quatro Ps: Produto, Promoção, Praça (Distribuição) e Preço. Acrescento mais um, o P de Pessoas. Não podemos e não devemos nos esquecer o Processo de Humanização, incentivando os médicos a praticá-lo com mais freqüência.

* Nair Queiroz é diretora de Marketing do Hospital e Maternidade Dr. Christovão da Gama, em Santo André (SP)

 

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