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da feira Hospitalar

 

01.09.03

Contraceptivo adesivo é prático
e traz vantagens para pele e peso
Dr. Abner Lobão*
 
Lançado recentemente no Brasil e sucesso absoluto nos Estados Unidos, onde em menos de um ano tornou-se o segundo método mais prescrito pelos médicos americanos, o anticoncepcional Evra preenche uma grande lacuna existente entre as opções de contracepção existentes.

Um dos maiores problemas das mulheres que utilizam a pílula em todo o mundo é o esquecimento de tomar um ou mais comprimidos ao longo do mês. Este esquecimento chega em alguns casos a 60% das mulheres usuárias. Com o método semanal, no caso de Evra, o esquecimento diminui drasticamente, o que permite a diminuição do estresse e ansiedade da paciente em evitar o esquecimento, além de aumentar a própria eficiência do método. Além disso, para as “esquecidas crônicas” existe um “seguro esquecimento” do dia de troca, que dura até 48h, mantendo o efeito anticoncepcional desejado.

Outro ponto importante, quando falamos de anticoncepcionais, são os efeitos colaterais. Se pelo lado dos efeitos gerais não há diferença entre o comprimido e o adesivo, pelo lado do aumento de peso observa-se que a grande maioria das mulheres (89,2%) mantém ou diminui seu peso com o uso de Evra.

Existem também estudos com o uso destes mesmos hormônios (um deles inédito no Brasil até o lançamento de Evra) que mostram uma grande melhora da acne, que inferniza a vida de tantas mulheres, em especial as mais jovens, que são justamente aquelas que mais esquecem comprimidos ao longo do mês.

Uma outra notícia importante diz respeito ao fato de os hormônios, que são liberados em baixa dose, não passarem diretamente pelo fígado como no caso dos comprimidos. Absorvidos diretamente pela pele, os hormônios exercem sua ação anticoncepcional com o mínimo de danos colaterais, o que é um importante avanço em toda a tecnologia já existente.

Os adesivos são finos e flexíveis, com mais ou menos 4 cm de largura, e podem ser colocados em qualquer local do corpo, exceto sobre os seios e sob áreas de pressão como a sola dos pés. Para utilizá-los, da mesma forma que qualquer medicamento, é importante que a mulher consulte seu ginecologista de confiança.

* Dr. Abner Lobão é ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM) e Gerente Médico da Linha Feminina da Janssen-Cilag

 

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