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28.07.09
Hospitais investem em hotelaria de olho em clientela vip
 
Engenheiros, arquitetos e outros profissionais da construção civil trabalham em ritmo acelerado para cumprir os prazos de finalização das novas torres hospitalares que irão redesenhar o cenário da saúde de várias capitais brasileiras nos próximos anos. Só em São Paulo, pelo menos quatro grandes grupos estão apostando no crescimento da demanda por leitos hospitalares de alto padrão: Sírio Libanês, Samaritano, Bandeirantes e Sabará.

Samaritano
No bairro de Higienópolis, as obras do Hospital Samaritano estão bem adiantadas, já que o novo prédio deverá ser inaugurado no início de 2010. Uma réplica de sua sala cirúrgica, uma das mais modernas na América Latina, foi apresentada a mais de 10 mil visitantes que compareceram ao estande da Maquet, durante a Feira Hospitalar, realizada em junho último. De acordo com Norman Guenther, presidente da Maquet, empresa alemã responsável por toda a estrutura interna da sala, a tecnologia empregada nesse ambiente praticamente elimina os riscos de complicações cirúrgicas e atende às mais altas exigências técnicas, óticas, higiênicas e de segurança para médicos e pacientes. “O Samaritano será o primeiro hospital no Brasil a contar com uma tecnologia que inclui placas modulares em aço e pintura especial, que facilitam a assepsia e higienização do ambiente, minimizando os índices de infecção, uma estrutura que permite adaptações rápidas, quando necessário, e exige pouca manutenção”, explica Guenther.

O centro cirúrgico contará ainda com sistemas informatizados para procedimentos cirúrgicos, como, por exemplo, transmissão por teleconferência ao vivo para qualquer lugar, histórico do paciente e imagens de exames digitalizados e disponíveis em tempo real para a equipe médica. “isto permitirá o acesso rápido aos dados necessários ao procedimento no momento da cirurgia”, observa Antônio Pires Barbosa, Superintendente de Planejamento do Hospital. Os painéis eletrônicos que controlam vários equipamentos da sala serão embutidos nas paredes, e a fiação dos equipamentos, passada pelo teto ou piso, tornando o espaço o mais livre possível para circulação. Ainda para maior conforto médico, serão instaladas câmeras especiais e focos cirúrgicos com lâmpadas que se ajustam automaticamente para permitir uma melhor visibilidade, sem aquecer nem formar sombras.

“Este é um empreendimento de grande porte, baseado em alta tecnologia, que soma investimentos em torno de R$ 123 milhões”, revela Sergio Bento, Superintendente Geral de Operações do Hospital Samaritano. A maior parte do dinheiro, segundo Bento, é capital próprio e uma pequena parcela foi obtida junto ao BNDES. Além do centro cirúrgico, o novo complexo abrigará um amplo estacionamento, com 300 vagas para pacientes, alguns pavimentos para estocagem de água, um centro de estudos e pesquisa com auditório para 200 pessoas, e mais um suntuoso átrio/lobby de entrada planejado de acordo com os mais altos padrões da hotelaria hospitalar.


Sírio Libanês
Considerado um dos maiores complexos hospitalares do País, o Sírio-Libanês, localizado no bairro da Bela Vista, irá crescer ainda mais. Em janeiro do próximo ano, terão início as obras para construção de uma nova torre, com 55 mil m² que abrigará novas alas de internação, centro cirúrgico, centro de diagnóstico, área de reabilitação, entre outros serviços. “Será uma estrutura gigante, que exigirá a contratação de mais 2 mil profissionais para fazê-la funcionar plenamente”, afirma Gonzalo Vecina, Superintendente Corporativo do Hospital. De acordo com Vecina, o projeto todo, somando estrutura e equipamentos, exigirá um investimento em torno de R$ 400 milhões.

Para atender à demanda cada vez maior de pacientes classe A, a direção do hospital definiu um plano de expansão, com previsão para ser concluído até 2011. A primeira etapa incluiu a construção de uma nova Unidade de Terapia Intensiva, inaugurada em novembro do ano passado, além de uma nova central de água gelada, responsável por toda a refrigeração do hospital. E também a substituição e ampliação de sua planta elétrica, para garantir maior fornecimento de energia.

De acordo com a filosofia de investir cada vez mais em responsabilidade social e ambiental, o novo prédio será construído segundo as normas do green building ou de construções ecologicamente corretas. Isso exige a substituição de alguns equipamentos por outros com tecnologias mais modernas que racionalizam o uso de água, como novas centrífugas da central de água gelada, que economizam em até 40% o consumo de energia.


Bandeirantes
As obras de ampliação do Hospital Bandeirantes, o mais antigo do Grupo Saúde Bandeirantes, localizado na Liberdade, têm conclusão prevista para o segundo semestre de 2009. O novo prédio terá 16.800 m² e será equipado com centro cirúrgico, centro de oncologia com radioterapia e medicina nuclear, centro de diagnósticos, e ala de apartamentos com mais 120 leitos (no total serão 300, sendo 80 de UT)I. “Estamos transformando o Bandeirantes num hospital preparado para procedimentos de altíssima complexidade”, explica Marcelo Medeiros, diretor-executivo do GBS. “Para esta ampliação, fizemos um investimento de R$ 55 milhões – sendo R$ 40 milhões em obras e R$ 15 milhões em tecnologia”, destaca.

O novo complexo do Bandeirantes, de acordo com Medeiros, marcará sua entrada no segmento de hotelaria hospitalar. “Com a ampliação do espaço, teremos condições de oferecer mais conforto aos nossos pacientes, com uma nova e ampla entrada, estacionamento, além dos serviços diferenciados que iremos implantar”, acrescenta o diretor. Com isso, o hospital espera-se aumentar o número de atendimentos de 5 mil para 7 mil no pronto-socorro e de 4 mil para 6 mil no ambulatório.

Leforte
O mais novo integrante do Grupo Saúde Bandeirantes é o Hospital Leforte, situado no bairro do Morumbi, que entra em funcionamento neste mês de agosto. “O aporte para a construção do empreendimento foi de R$ 37 milhões, sendo R$ 25 milhões em obras e R$ 12 milhões em tecnologia”, afirma o diretor-executivo do GBS, Marcelo Medeiros. Com 10 mil metros quadrados de área construída, o Leforte é um hospital com grande foco em medicina de urgência resolutiva, que é o atendimento de pronto-socorro, e pediatria. Tem 105 leitos (77 de internação, 12 de UTI pediátrica e 16 de UTI adulto), cinco salas cirúrgicas e pronto-socorro adulto e infantil.

“Este é um hospital conceito, em termos de hotelaria”, explica Medeiros. “Foi planejado para oferecer aos clientes o que há de mais sofisticado para ser a marca Premium do grupo”, observa Medeiros. Localizado estrategicamente numa das áreas nobres da capital paulistana, o Leforte quer conquistar uma clientela que busca conforto e sofisticação, mas também agilidade no atendimento. “Ele segue uma tendência de hospitais compactos, porém, com infra-estrutura moderna e completa que trabalhará com ênfase em medicina de urgência e pronto-socorro, inclusive com pediatria, sendo mais uma opção de atendimento de ponta na região onde se situa”, esclarece o diretor.


Sabará
Também de olho numa clientela vip, o Hospital Infantil Sabará está construindo uma nova unidade, sua futura sede, na qual pretende oferecer muito conforto e bem-estar, tratamento de primeira linha e tecnologia de ponta para seus pacientes e acompanhantes. O prédio localiza-se na Av. Angélica, a mais importante do bairro de Higienópolis, e tem inauguração prevista para março de 2010. “O projeto do Sabará é fruto de uma parceria do hospital com o Pátria Investimentos, e soma R$ 85 milhões investidos em novas instalações, aquisição de equipamento de última geração e formação de equipe especializada”, destaca o pediatra José Luiz Setubal, presidente da instituição.

Em seus 17 andares estarão distribuídos um ambulatório para atendimento em todas as especialidades médicas, um pronto-socorro com capacidade para receber até 130 mil pacientes por ano, um moderno centro cirúrgico com sete salas e equipamentos de última geração, que permitirá a realização de 7 mil cirurgias anualmente, banco de sangue, serviços de laboratório da rede Fleury, espaços lúdicos e de serviços para pacientes e familiares, além de 104 apartamentos, dos quais 28 serão destinados ao serviço de UTI.

Por Leila Greco, especial para o portal Hospitalar.com

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