Apostando no pioneirismo e buscando fazer a sua parte em prol do meio ambiente, a Editora ESS, que publica a Revista HOSP, está relançando suas revistas em papel reciclado.
Com isso, a empresa pretende corresponder às expectativas de um novo perfil de leitor, atento a empresas preocupadas com o meio ambiente e com a preservação do planeta. "O tema meio ambiente e reciclagem já é uma discussão antiga. E não partiu de cima para baixo, partiu dos colaboradores para a diretoria" esclarece Isa Bombardi, diretora da Editora ESS, responsável pela publicação.
Ela relata que anos atrás até chegou a entrar em discussão com um dos colaboradores ao descobrir que ele, inconformado em descartar dezenas de quilos de papel em lixo comum toda semana, passou a recolher escondido o material e enviar para reciclagem. "Não tínhamos nenhuma política ambiental naquele momento. A discussão foi positiva e aquela atitude despertou nosso interesse pela reciclagem", explica.
A empresa adquiriu então lixeiras especiais e passou a conscientizar os funcionários, além de divulgar informações sobre meio ambiente e sustentatbilidade. Muito mais: optou por disponibilizar suas publicações mensais na íntegra em verdadeiros portais segmentados e a incentivar leitores a migrarem para este tipo de mídia, buscando assim reduzir ainda mais o uso de papel.
"É algo que podemos e temos que fazer pelo meio ambiente. Com certeza nossa atitude servirá de incentivo para outras editoras e deixará o consumidor, neste caso leitor, mais atento a publicações com esta responsabilidade”, finaliza Bombardi.
Quebra de tabus
O tema "sustentabilidade" entrou definitivamente na política empresarial da Editora, que decidiu ousar em 2008: desenvolveu um novo projeto editorial para suas publicações, que pudesse permitir a impressão das revistas inteiramente em papel reciclado, sem perder em qualidade dos veículos de informação.
Os novos projetos editoriais foram apresentados ao mercado já nas edições de janeiro e em abril passou a circular a primeira revista impressa totalmente em papel reciclado.
Segundo o Coordenador de Produção Gráfica da empresa, Rodrigo Nunes, o grande desafio do "ecologicamente correto" na área de revistas é a quebra de paradigmas. "Desenvolvemos todo um design e um projeto gráfico para este tipo de papel, ao qual, como leitores, não estamos acostumados. Todo mundo está habituado a uma revista com brilho, feita em papel branco. Pela minha experiência como produtor gráfico, o papel reciclado pode reduzir sim um pouco a qualidade das imagens, mas, por outro lado, as vantagens para toda sociedade são muito maiores. A preservação e contribuição para o meio ambiente e dos próprios recursos naturais justifica este trabalho", explica.
Rodrigo lembra ainda que a "consciência ambiental, ecológica e sustentável" é mesmo uma obrigação. "Os chamados "selos verdes" já são referência a um trabalho de qualidade, e o mercado os reconhece cada vez mais. Nossos leitores e anunciantes apoiaram e apóiam a iniciativa, que também despertará o interesse de outros anunciantes, já que a atitude tem de ser global e coesa: se você realiza um trabalho sustentável e de preservação, tem de levar isso a rigor, seja na escolha de fornecedores, prestadores de serviços, produtos e inclusive nos veículos onde divulga suas ações", complementa.
Economia "verde"
Para Maria Luiza Otero D'Almeida, bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas, especializada em celulose e papel e responsável pelo Laboratório de Papel e Revestimento da Divisão de Produtos Florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), é um mito pensar que o processo de reciclagem não consiste em uma operação que também gera poluição, pois utiliza energia, água e insumos químicos. Entretanto há uma grande virtude: aproveitar um material que seria descartado.
Estima-se que 40% do lixo urbano brasileiro é constituído de papel e 75% do total de papéis circulantes no mercado são recicláveis. No entanto, apenas 49% do papel que circulou no País em 2005 (cerca de 2 milhões de toneladas) retornaram à produção por meio da reciclagem. Cada tonelada de papel reciclado poupa, em média, 60 árvores (eucaliptos adultos). A economia equivale a 2,5 barris de petróleo, 50% da água usada na fabricação normal (30 mil litros), e o volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros.
Além disso, Maria Luiza lembra que os papéis reciclados são destinados principalmente para embalagens e fins sanitários. Cerca de 80% da produção no Brasil vai para embalagens, 18% para fins sanitários e apenas 2% para impressão.
Ao optar pelo novo projeto de seus veículos, a Editora Suprimentos deve ajudar cada vez mais a tornar estes números positivos em prol do meio ambiente.
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