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15.04.08
Brasil é modelo no tratamento da Doença de Gaucher
 

Considerado modelo no tratamento da Doença de Gaucher, o Brasil tem o melhor programa do mundo em termos de acompanhamento, atenção e adesão aos tratamentos. Do total de pacientes diagnosticados mundialmente, 15% estão no País. São 525 pacientes, 95% deles recebendo tratamento gratuito desde 2005.

Pouco conhecida por ser rara, Gaucher é uma doença genética hereditária, da classe das doenças de depósito lisossômico. Consiste na deficiência de uma importante enzima responsável pela digestão das gorduras de células. Com isso, o material vai se acumulando na medula óssea, baço, fígado, rins, pele, gânglios e mais raramente pulmões, causando anemia, hematomas, aumento do fígado e do baço e perda precoce da massa óssea.

O exame para detectar a doença é simples, feito por meio da análise da atividade enzimática no sangue. O principal problema sempre foi o diagnóstico. Os sintomas do Gaucher – anemia, aumento do fígado e do baço e perda da massa óssea – eram facilmente confundidos com os de outras doenças.

O médico Rogério Vivaldi foi o pioneiro no País no diagnóstico da Doença de Gaucher, há cerca de dez anos. Na época, Vivaldi foi buscar no exterior um tratamento para seu primeiro paciente dessa doença, até então praticamente desconhecida dos médicos brasileiros. Encontrou na Genzyme Corporation a Terapia de Reposição Enzimática.

O principal êxito de Vivaldi e consequentemente do programa de Gaucher foi a difusão da informação junto ao sistema de saúde do País sobre como identificar os doentes. Em 1992, a Doença de Gaucher foi incluída no programa de medicamentos excepcionais do Ministério da Saúde. Qualquer paciente diagnosticado com a doença recebe o medicamento gratuitamente do governo.

 
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