A Enviromental Protection Agency (EPA) - Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos – aprovou o registro de ligas de cobre, afirmando que o metal tem alto poder bactericida. Dessa maneira, o cobre passa a ser o primeiro material de superfície sólida a receber esse tipo de registro do órgão, respaldado por amplas provas de eficácia antimicrobiana.
O registro da EPA baseia-se em testes de laboratórios independentes, que utilizam protocolos estabelecidos pela instituição, e demonstraram a capacidade das ligas de cobre em destruírem bactérias específicas que causam doenças, incluindo o Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA). Essa “superbactéria” é uma das que mais resiste aos antibióticos tradicionais e, ao penetrar no organismo do paciente, pode destruir os tecidos do corpo humano em poucas horas.
Um estudo indicou que as “superbactérias” de MRSA mantêm-se vivas nas superfícies típicas de aço inoxidável (o controle obrigatório estipulado pela EPA). Já em uma superfície de liga de cobre, mais de 99,9% são destruídas dentro de duas horas em temperatura ambiente. Além disso, as superfícies de ligas de cobre antimicrobianas são mais duráveis que outros revestimentos elaborados com materiais químicos, que podem desgastar-se ou rachar. A identificação e utilização de materiais de superfície que proporcionem proteção antimicrobiana contínua, e que se ajustam exigências do uso diário, podem ajudar a reduzir a presença de bactérias infecciosas.
Com essa nova descoberta, a EPA prevê que os índices de infecções hospitalares (IHs) no país podem diminuir. Manifestada durante a internação do paciente ou após a alta, as IHs decorrem do contato com o ambiente hospitalar ou em virtude de procedimentos invasivos, como cirurgias e perfurações por agulhas de soros e cateteres. Trata-se de um problema registrado em todo o mundo, independente do nível de desenvolvimento do país.
Somente nos EUA, cerca de dois milhões de americanos contraem infecções hospitalares por ano, sendo que 100 mil morrem em decorrência das infecções, custando aos cofres públicos cerca de US$ 30 bilhões. No Brasil, a média é de 45 mil óbitos anuais em 12 milhões de internações. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 13% e 15% dos pacientes internados adquirem algum tipo de infecção durante a hospitalização.
Cada caso onera o sistema de saúde público em até US$ 1.400, em média, além de aumentar a internação hospitalar em torno de 14 dias.
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