Durante o encerramento do 10º Congresso Mundial em Endometriose, realizado neste mês de março, em Melbourne, na Austrália, a equipe médica brasileira recebeu o Prêmio Rudolphe Maheux pelo melhor trabalho apresentando durante todo o evento.
O trabalho intitulado “O tempo decorrido entre o início dos sintomas e o diagnóstico da endometriose profunda”, é assinado pelos ginecologistas Sergio Podgaec, Mauricio Simões Abrão, João Antônio Dias Jr. e Carlos Alberto Petta e proctologistas Marcelo Averbach e Marco Bassi.
O Brasil é referência mundial no tratamento da enfermidade que atinge cerca de 15% das brasileiras em idade reprodutiva, e o Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, se destaca nesse cenário. “Ficamos satisfeitos com o resultado, principalmente por saber que, por meio dessa pesquisa, podemos melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiras”, agradeceu Mauricio Abrão, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, responsável pelo Setor de Endometriose do HC e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva. Sob o comando de Dr. Abrão, a delegação brasileira (segunda maior em número de participantes, perdendo somente para a própria Austrália) ainda apresentou outros cinco trabalhos. Todos bastante elogiados.
Foram destaques ainda no encontro a valorização da utilização de exames especializados como o ultrasom, feito com preparo e com protocolos direcionados para a endometriose; e o descobrimento de substâncias inflamatórias e imunológicas que participam do desenvolvimento da doença e poderão, em breve, ser utilizadas no tratamento da doença. |