Com o avanço da medicina, um dos exames que mais evoluiu nos últimos anos foi a endoscopia digestiva. Agora com a cápsula endoscópica, que está disponível na megaunidade Lâmina, no Rio de Janeiro, já é possível realizar a investigação do intestino delgado.
Nesta tecnologia, criada em Israel, o paciente em jejum, ingere a cápsula que representa um vídeo endoscópio do tamanho de uma pílula. Esta cápsula é capaz de transmitir imagens contínuas durante oito horas seguidas, com capacidade para duas fotos por segundo. Essas imagens são armazenadas em um gravador que fica acoplado na cintura do paciente e podem ser analisadas pelo médico em um computador próprio. O software que analisa as imagens tem a capacidade de apontar a presença de sítios prováveis de sangramento com 80% de exatidão.
“O exame é não invasivo, indolor, rápido e necessita apenas de oito horas de jejum e que o paciente fique com o gravador na cintura pelo mesmo período de tempo sem qualquer limitação de movimento, exceto uma dieta controlada neste período. Também não é necessário sedação ou acompanhante no caso de paciente adulto. Todas as imagens gravadas são transferidas para uma estação de trabalho criada especialmente para análise. O médico visualiza, analisa os resultados e prepara o laudo com o diagnóstico”, explica a gastroenterologista Ana Teresa Pugas Carvalho, responsável pela coordenação da endoscopia digestiva do Lâmina, marca da Diagnósticos da América/DASA, no Rio de Janeiro.
Segundo a médica, a enteroscopia por cápsula está indicada como um dos primeiros exames durante a investigação de doenças do intestino delgado.
“Grande parte deste segmento do trato gastrointestinal não é alcançado pela endoscopia digestiva alta ou pela colonoscopia. Por isso pode ser um método diagnóstico de grande auxílio na investigação de hemorragias obscuras, anemias por deficiência de ferro, no diagnóstico dos tumores do intestino delgado, nas poliposes familiares, nas doenças inflamatórias intestinais e nos casos de sangramentos digestivos recentes não esclarecidos pelos exames endoscópicos rotineiros”, ressalta ela.
Dra. Ana Teresa Pugas informa que todas as imagens gravadas são transferidas para uma estação de trabalho criada especialmente para a tecnologia. O médico visualiza e analisa os resultados e prepara o laudo com o diagnóstico.
“Este método, porém, não substitui a tradicional endoscopia digestiva alta ou colonoscopia, pela impossibilidade de coletar biópsias, realizar retiradas de pólipos ou tratar lesões sangrantes. Não pode ser realizado em pacientes com estenoses do intestino ou divertículos de Zenker. É um método exclusivamente diagnóstico,
que permite a visualização de regiões do intestino delgado não vistas pelos outros exames tradicionais e que pode auxiliar outros métodos complementares invasivos”, conclui Dra. Ana Teresa. |