| Toda criança nascida este ano no país vai
receber a nova Caderneta da Criança já na maternidade, tanto nas
instituições de saúde públicas quanto nas privadas,
integrantes ou não da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além do acesso mais abrangente, o documento é mais completo que
o Cartão da Criança, que vinha sendo confeccionado e distribuído
pelos estados.
O Ministério da Saúde está disponibilizando um total de
3,5 milhões de exemplares da Caderneta da Criança a todos os municípios
brasileiros. A Caderneta da Criança é considerada um importante
instrumento de vigilância da saúde, do crescimento e do desenvolvimento
de meninos e meninas de zero a 10 anos. Já o Cartão da Criança,
que os estados repassavam somente aos usuários dos serviços públicos,
era voltado apenas a menores de sete anos.
No que diz respeito ao conteúdo, a Caderneta da Criança traz,
além da identificação do recém-nascido e do acompanhamento
do crescimento, desenvolvimento e vacinação - já presentes
no Cartão da Criança - uma série de outras informações.
Elas tratam da gravidez, do parto e puerpério (pós-parto); de observações
sobre a saúde bucal, ocular e auditiva; de intercorrências clínicas
e tratamentos efetuados; de dicas de saúde consideradas importantes; dos
dez passos para uma alimentação saudável; do gráfico
de perímetro cefálico; da suplementação profilática
de ferro e vitamina A, e dos direitos da criança.
A iniciativa do Ministério da Saúde em disponibilizar a Caderneta
visa auxiliar a família e os profissionais de saúde no cuidado integral
da criança. O Ministério recomenda que a Caderneta seja levada sempre
ao serviço de saúde para que em cada consulta ou vacina o profissional
de saúde faça as devidas anotações. Ainda assim, o
Ministério orienta os pais ou responsáveis que tirem suas dúvidas
e peçam orientações a estes profissionais.
A Caderneta da Criança foi elaborada nas versões Menina e Menino
em função das diferenças entre os gráficos de crescimento.
Mas vale destacar que as crianças menores de sete anos que possuem o Cartão
da Criança devem continuar com ele.
Adoção da Caderneta
Com o intuito de garantir a implantação da Caderneta da Criança
por instituições de saúde públicas e privadas, foram
assinados dois protocolos de intenções. Um entre o Ministério
da Saúde e os Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais
de Saúde (Conass e Conasems), e outro, entre o Ministério, a Agência
Nacional de Saúde (ANS) e entidades representantes das operadoras e dos
prestadores de serviço da saúde suplementar. Este último
também visa à qualificação da atenção
obstétrica e neonatal.
Foi lançado também o Manual de Utilização da Caderneta
de Saúde da Criança a ser disponibilizado a médicos, enfermeiros
e nutricionistas envolvidos com a atenção integral à saúde
dos menores de 10 anos de idade. Com apoio da ANS, serão distribuídos
300 mil exemplares do Manual.
Já os gestores estaduais e municipais de saúde vão receber
a Caixinha da Criança, um kit de publicações sobre saúde
e direitos da criança, com o intuito de contribuir para a organização
da atenção integral da saúde da criança. A Caixinha
da Criança, que também foi lançada durante a solenidade,
contém, além das versões Menina e Menino da Caderneta da
Criança e do Manual de Utilização da Caderneta de Saúde
da Criança, a Agenda de Compromissos com a Saúde Integral da Criança,
o Manual de Comitês de Prevenção do Óbito Infantil
e Fetal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outras publicações.
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