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11.05.04
 

Enfermagem: o lado humano
e multidisciplinar do hospital

 

Neste dia 12 de maio, comemora-se o Dia do Enfermeiro. Responsável não apenas pelo cuidar, hoje o profissional de enfermagem atua de forma multidisciplinar, aliando conceitos de administração hospitalar, humanização do atendimento e cuidados técnicos. O serviço a cada dia se torna mais qualificado e exige do profissional do setor, a consciência da responsabilidade das variadas funções que exerce, como de um verdadeiro gestor de uma unidade de negócios inserida em todo o contexto médico-hospitalar. “A enfermagem é a ciência e a arte da consciência de saber cuidar. O papel deste profissional é produzir por meio da sistematização das ações, um nível de qualidade compatível com as necessidades do paciente, de sua família e da comunidade”, explica Maria Lúcia Cardoso, gerente de Enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Itaim.

Segundo ela, o enfermeiro hoje exerce as funções de Gestor do cuidado, assumindo atividades de liderança de sua unidade de negócio, com atribuições de planejar, coordenar, executar, acompanhar e avaliar o processo de melhoria contínua para a qualidade assistencial; de Facilitador, isto é, fazer com que a equipe trace e consiga atingir os objetivos, e assume ainda o papel de um Educador, com a atuação no campo da educação continuada, ensino e pesquisa, o que evidencia sua multifuncionalidade.

Para que o enfermeiro possa assumir essas funções, é necessário que tenha competência, conhecimentos técnico-científicos e administrativos, habilidades de trabalho em equipe, capacidade de adaptação a mudanças, criatividade e espírito de inovação e facilidade de relacionamento interpessoal. Para isso, a equipe passa por um processo de educação continuada visando a excelência no atendimento. Contudo, o profissional da Enfermagem necessita ainda desenvolver aptidões, como a sensibilidade de atender o ser humano em toda sua dimensão biopsicosocial, a qual requer o devido respeito, desde a concepção, nascimento, vida e morte. Neste campo, a atuação humanizada deste profissional é de fundamental importância.

De acordo com Maria Lúcia, no São Luiz, o atendimento de enfermagem é humanizado por que é individualizado, personalizado, valoriza as necessidades humanas básicas do paciente e estimula a participação dos familiares no processo de cuidar, flexibilizando as normas e rotinas, que muitas vezes parecem desumanas. “Temos a preocupação de garantir uma assistência humanizada, pois nosso foco sempre é o cliente/ser humano. Cuidar de pessoas é mais que um ofício, é ter responsabilidade do cuidado e uma relação de confiança com o paciente e familiares”, ressalta.

Também no Hospital Sírio-Libanês, a humanização do atendimento e a profissão de enfermeiro têm uma relação muito próxima. Segundo a gerente de serviços de Enfermagem do Hospital, Ivana Lúcia Correia Pimentel de Siqueira, a vocação tem que ser muito latente já no período de formação. “Quando se é absorvido pelo mercado de trabalho, já há metas de excelência no atendimento a ser cumpridas. Aí deve-se conectar o conhecimento adquirido às necessidades da empresa. É o lado vocacional aliado ao conhecimento”, afirma.

Ivana também destaca que a humanização busca uma individualização do atendimento, inclusão da família no processo e principalmente a informação dos procedimentos. “Trabalhamos bastante com a informação para deixar o paciente saber de tudo o que está acontecendo.”

 
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