| Com uma linguagem leve, a fonoaudióloga Eliana Maria Nigro Rocha reúne trabalhos de profissionais no livro “Gagueira: um Distúrbio de Fluência”. A obra procura desmistificar o problema mostrando que ele pode ser minorado se for abordado com tratamentos adequados, o que favorece uma melhor inserção social. Há o exemplo, inclusive, de uma pessoa com alteração de fluência que conta sua história de superação, e que se tornou uma profissional que trata desse distúrbio.
O livro segue um padrão de usar o mínimo possível de termos técnicos. “O intuito foi que os profissionais iniciantes na área da fluência, os leigos, os parentes de pessoas que gaguejam e os próprios portadores do distúrbio tivessem informações esclarecedoras sobre o tema”, conta a autora.
A fonoaudióloga do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), com mais de 30 anos de experiência na área, foi a idealizadora do trabalho e responsável por convidar todos 25 colaboradores da obra –dos quais nove são portadores do distúrbio.
“Considerei fundamental inserir o relato de portadores de gagueira. Assim foi possível mostrar a visão dessas pessoas, em suas próprias palavras”, salienta Eliana. Outro destaque é a auto-apresentação do percurso realizado pelos profissionais da área, que contam como chegaram ao seu modo de analisar e atuar com a gagueira.
Segundo a fonoaudióloga, estudos mostram que cerca de 5% da população mundial apresenta gagueira em alguma fase da vida, e 1% tem gagueira persistente. A dificuldade de fluência costuma aparecer em crianças com 2 a 4 anos de idade. “A divulgação é importante para estimular o diagnóstico precoce, que deve ser realizado por fonoaudiólogo especializado em fluência. Fechado o diagnóstico, é possível minimizar a evolução do quadro ou mesmo obter o desaparecimento do problema”, explica.
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