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20.09.04
Livro resgata 450 anos de história da medicina paulistana
 
A Associação Paulista de Medicina (APM) e a Academia de Medicina preparam, para o próximo 18 de outubro, Dia do Médico, o lançamento do livro 450 anos de Medicina em São Paulo. O lançamento da obra faz parte das comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo e tem o objetivo de prestar uma homenagem ao município, à classe médica e às instituições que prestam serviços à saúde, mostrando as importantes contribuições de São Paulo para o progresso da Medicina brasileira e mundial.

De acordo com o dr. José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM, o livro relata o que foi a Medicina ao longo desses quatro séculos e meio, sob as óticas médica e histórica, em uma visão bastante abrangente, desde a época dos jesuítas até os dias de hoje.

O Projeto
Quando o vereador e médico Gilberto Natalini, presidente da Comissão de Saúde Promoção Social e Trabalho da Câmara Municipal de SP, foi convidado a integrar o Comitê Municipal São Paulo 450 Anos, já sabia que o início da Medicina na cidade coincidia com a época de sua fundação. Logo imaginou uma maneira de comemorar os 450 anos da Medicina em São Paulo. “Além de uma homenagem à cidade, é um importante documento que permitirá que se conheça melhor a história da Medicina em nosso município. Assim como a fundação da cidade, foi no Páteo do Colégio o início da Medicina paulistana. Lá os jesuítas começaram o atendimento aos índios e também surgiram as primeiras salas de aula”.

Segundo o dr. José Luiz Gomes do Amaral, estes primeiros atendimentos deram origem, mais tarde, ao profissional médico da cidade. “A assistência aos doentes foi uma das atividades promovidas pelos jesuítas”.

Esta idéia inicial do vereador Natalini originou um grande projeto, com a adesão imediata da APM, da Academia de Medicina e da Comissão de Honra dos 450 anos do Páteo do Colégio. Patrocinado pelo Centro de Integração Empresa Escola e Imprensa Oficial do Estado – IMESP, o projeto também teve o apoio das mais tradicionais faculdades de Medicina da Capital, como a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo; Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro e ainda da Fundação Instituto Butantã. Cada uma indicou historiadores e representantes para colaborar com seus registros históricos.

O livro
A partir do prefácio do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o leitor parte para uma viagem pela história da Medicina. O início dessa jornada traz os primórdios das práticas médicas Indígenas e Jesuíticas, as doenças encontradas na cidade no início da colonização, as primeiras boticas e medicamentos; e alcança o surgimento dos pioneiros hospitais de São Paulo, já na virada do século XX. A história continua com um capítulo sobre o início das Associações Médicas e das Sociedades de Especialidades, escrito pelo dr. José Luiz e pelo Dr. Luiz Antonio Nunes, assessor da presidência da APM, que coordenou a produção do livro.

Deste ponto o leitor segue até a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade e sua situação atual. O último capítulo narra a evolução do Instituto Butantan, “Do veneno de cobra ao DNA – Recombinante”.

A obra se encerra com o posfácio “São Paulo 450 anos – Sem Medo da Inovação”, de autoria do ministro Ozires Silva.

De acordo com o dr. Guido Arturo Palomba, presidente da Academia de Medicina de São Paulo e um dos coordenadores do projeto, o livro é um apanhado amplo da história da Medicina e de tudo a ela relacionado. “Essa publicação marca os 450 anos da Medicina Paulistana, da Medicina indígena até o que esperamos da Medicina do futuro. É um amplo apanhado histórico que vai marcar a comemoração dos 450 anos da cidade de São Paulo”.

 
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