|
A Baxter
lançou na HOSPITALAR 2009 um novo sistema de codificação
para identificação de soluções intravenosas que ajudará
a reduzir o risco dos erros de medicação.
O lançamento do novo processo de identificação ocorre no
momento em que o Ministério da Saúde estuda a implantação
no país de um sistema tecnológico mais aprimorado para rastreamento
da produção, administração, consumo e armazenamento
de medicamentos.
Nos Estados Unidos, os erros de medicação atingem mais de 1,5 milhão
de pessoas por ano, segundo o National Institute of Medicine (IOM), e são
responsáveis por cerca de 20% dos eventos adversos registrados com pacientes
sob cuidados médicos. Mais de 50% dos erros ocorrem no momento da dispensação
e administração dos medicamentos e aproximadamente dois terços
deles estão relacionados a doses erradas. Erros de prescrição,
formulação e manipulação incorretos são outras
causas do problema, de acordo com o IOM.
“A morte é a conseqüência mais trágica dos erros
de medicação, que também podem deixar seqüelas graves,
além de aumentar o período de internação, demandar
tratamentos adicionais e elevar custos”, afirma o médico Idal Beer,
intensivista do Hospital Albert Einstein e gerente clínico da Baxter.
Como funciona
Denominado data matrix, o novo sistema de identificação de soluções
injetáveis é um aperfeiçoamento do código de barras
tradicional. Inclui informações detalhadas sobre o produto, como
país de origem, fabricante, data de validade, dosagem, lote, entre outros.
O escaneamento do novo sistema de codificação permite que cada medicamento
seja acompanhado do momento em que é fabricado até ser administrado
no paciente, inclusive quando está sendo processado e manuseado na farmácia
do hospital ou pela equipe de enfermagem.
“Médicos, enfermeiros e farmacêuticos podem conferir se
a prescrição foi cumprida corretamente e se o paciente recebeu a
medicação certa. É um sistema de rastreamento e controle
que permite a máxima precisão possível”, explica Beer.
No caso dos hospitais que ainda não implementaram a nova tecnologia e necessitam
de um período de adaptação, a Baxter manterá os dois
sistemas de identificação dos seus produtos.
Para reforçar ainda mais a segurança dos pacientes, além
do data matrix a Baxter também diferencia suas bolsas de soluções
intravenosas aplicando cores diferentes aos códigos de barra das soluções.
A cada categoria de produto – como soro fisiológico, glicose ou ringer
(eletrólitos) – é atribuída uma cor específica,
facilmente identificável pelas equipes dos hospitais que utilizam essas
medicações.
Resultado prático
Um dos hospitais mais avançados na implantação do data matrix
é o Oswaldo Cruz, em São Paulo, que adotou a nova tecnologia em
maio de 2008. Ao receber cada medicamento do fornecedor, o hospital o identifica
com o código data matrix, que, conforme padrão internacional, contém
informações sobre o produto, lote e validade. Isso permite que,
no processo de distribuição no hospital, estes dados sejam cruzados
com a solicitação médica e que seja rastreado o que foi dispensado
a cada paciente. Dessa forma, o controle ocorre até a beira do leito, assegurando
a administração correta do medicamento. |