Abordando o tema “Cenário e tendências para o segmento de Laboratórios
Clínicos”, foi aberto na manhã desta quarta-feira (3), em
São Paulo, durante a Hospitalar 2009, o 3º Congresso Brasileiro de
Gestão em Laboratórios Clínicos.
Na abertura do evento estiveram presentes Dr. Dante Ancona Montagnana, presidente
do Sindhosp/Fenaess; Dr. Alvaro Rodrigues Martins, presidente da Sociedade Brasileira
de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial; Dr. Rafael Padovani, presidente
da Associação Brasileira de Biomedicina; e Gabriel Lima Oliveira,
da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).
O crescimento e sucesso do Congresso foram ressaltados por Dr. Dante Ancona Montagnana.
“A cada ano que passa o Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios
Clínicos reúne mais profissionais em uma grande troca de informações
e experiências”. Cenário dos laboratórios
Enrico de Vettori, da Deloitte, empresa de consultoria empresarial, apresentou
o primeiro tema do evento abordando o Cenário e tendências para o
segmento de Laboratórios Clínicos, e que teve como mediador Wilson
Shcolnik, gerente de relações institucionais do Fleury Medicina
e Saúde.
Entre os pontos destacados por Vettori estão:
- 7000 laboratórios de análises clínicas no Brasil
- Grande diferença e nível tecnológico entre os laboratórios
- Estimativa de 15% de crescimento ao ano
- Realização de todos os exames em um só lugar
- Crescimento de exames que englobam doenças imunológicas
- Pressão sobre a tabela de preços
- Consolidação das redes de laboratórios como forma de alcançar
escalas e reduzir custos
- Laboratórios de apoio
- Eficiência na gestão
- 10 maiores laboratórios retêm aproximadamente 50% do mercado
- Ausência de um estudo formal sobre o número de diagnósticos
no Brasil.
Segundo o consultor da Deloitte, em São Paulo estão cerca de 1.400
laboratórios, que fazem 300 milhões de exames clínicos/mês.
“Notamos que a região do interior de São Paulo resiste ao
domínio das grandes redes. Quanto ao cenário geral de laboratórios
é importante ressaltar que falta um marketing estratégico como o
que é feito na indústria farmacêutica”.
Quanto às mudanças no cenário de laboratório clínico
foi pontuado o fato de algumas indústrias multinacionais já produzirem
reagentes no Brasil, no entanto, a maior parte dos equipamentos de alta performance
ainda são fabricados fora do país.
Na parte da tarde o Congresso apresentou o tema: “Planejamento estratégico
para a sustentabilidade econômica: conceito e aplicação, com
coordenação de Vitor Mercadante Pariz, vice-diretor administrativo
da Quaglia Laboratório. |