O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participou de um almoço-debate com empresários, dirigentes setoriais e imprensa, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. O encontro foi realizado na última segunda-feira, 27 de outubro, no Hotel Renaissance, na capital paulista, e reuniu mais de 300 participantes.
Em sua palestra, Temporão apresentou os principais resultados das políticas
públicas desenvolvidas durante os 20 anos do Sistema Único de Saúde
(SUS). “A saúde atingiu um novo patamar e hoje tem um espaço
importante na agenda social. Participei de muitos eventos internacionais e percebi
o respeito dos demais países por termos esse sistema no Brasil, com um
atendimento universal. Já avançamos muito, mas é claro que
ainda temos desafios, principalmente com relação ao financiamento
e gestão do SUS.”
O ministro mostrou também as possibilidades de parcerias público-privadas na área da saúde, como o Complexo Industrial da Saúde. “Somos o segundo setor que mais conta com inovação tecnológica no nosso país. Temos que aproveitar a capacidade do setor produtivo, tendo o BNDES como alavancador.”
Dengue
Temporão também aproveitou a ocasião e convidou o empresariado a incentivar e envolver-se nas ações da Campanha Nacional de Combate à Dengue, lançada na semana passada. Cada participante recebeu um kit com peças de publicidade para que as empresas possam fazer suas próprias campanhas contra a dengue, incluindo suas marcas no material.
“Estamos fazendo uma grande articulação em parceria com estados, municípios, iniciativa privada, associações de classe e terceiro setor para atuar no combate a dengue, que é um dos principais problemas de saúde pública, hoje no mundo”, afirmou o Temporão.
O ministro fez uma apresentação sobre o plano de ação do ministério contra a dengue, ressaltando que, ao todo, será destinado, em 2008, R$ 1,08 bilhão para o combate a doença - R$ 200 milhões a mais que no ano passado. Ele também informou aos empresários sobre os 13 planos de ação elaborados pelos Estados com o apoio do ministério nas regiões em que há maior probabilidade de incidência da doença. Esses planos têm como objetivo desenvolver ações locais para evitar epidemias de dengue, reduzindo a incidência de casos e a mortalidade.
Debate
Após sua apresentação, o ministro Temporão participou
de um debate, em que respondeu perguntas de empresários e dirigentes do
setor. Indagado sobre a crise financeira e como esta poderá afetar o Ministério,
Temporão ressaltou que o Brasil enfrenta este período de turbulência
mundial de maneira madura, mas acredita que, se o dólar aumentar ainda
mais, a situação pode ser preocupante para o setor. “Muitos
segmentos ainda dependem muito da importação de matérias-primas
”.
Sobre a possibilidade de investimentos estrangeiros em hospitais, hoje não
permitido por lei, Temporão afirmou que há uma possibilidade de
reavaliar essa questão. Já com relação aos custos
elevados para incorporar inovações tecnológicas, ele ressaltou
a importância de ser feita uma avaliação séria da relação
custo-benefício. “O Ministério da Saúde criou uma comissão
específica para isso. Temos que ter princípios definidos para a
incorporação de novos equipamentos, procedimentos, medicamentos.”

Homenagem da HOSPITALAR
A HOSPITALAR foi uma das patrocinadoras do evento e convidou as principais lideranças
setoriais e parceiras para participarem do almoço com o ministro. Estiveram
no evento a convite da HOSPITALAR o presidente da CNS, Dr. José Carlos
Abrahão (que integrou a mesa-debatedora); o presidente da ABIMED, Aurimar
Pinto; o presidente da FBAH, Paulo Roberto Câmara; o presidente da AMB,
Dr. José Luiz Gomes do Amaral; o presidente da FEHOESP, Dr. Dante Ancona
Montagnana; o presidente da FENAESS, Dr. Humberto Gomes de Mello; e o presidente
do SINAEMO e vice-presidente da ABIMO, Ruy Baumer.
No evento, os dirigentes da HOSPITALAR, Waleska e Francisco Santos, fizeram
uma homenagem ao ministro Temporão e entregaram um quadro com uma foto
feita na última edição da feira, em que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva auscultou o ministro com um estetoscópio. O
produto foi um presente da presidente da HOSPITALAR, Waleska Santos, para que
o presidente Lula pudesse auscultar o setor de saúde.
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