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15.06.07
 

O Exercício da Medicina no Século XXI
é tema de debate na Hospitalar


Médicos e representantes de entidades de classe como a Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Paulista de Medicina (APM), e jornalistas especializados na área de saúde participaram do primeiro debate sobre o Exercício da Medicina no Século XXI realizado na Hospitalar.

Integraram a mesa deste debate o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) Dr. José Luiz Gomes do Amaral; Dr. José Carlos Machado Curi, presidente da APM; Dr. Edmund Chada Baracat, secretário geral da AMB; Maria Inês Dolci, coordenadora do Departamento de Relações Institucionais da Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor; e as jornalistas Isabel Vasconcelos (Saúde da Mulher), Cilene de Souza (Fornecedores Hospitalares) e Jaqueline Falcão (Diário de S. Paulo).

Para o Dr. José Luiz Gomes do Amaral, o exercício da Medicina deve ser analisado sob dois aspectos: social e profissional. “O exercício da profissão médica exige sigilo que atualmente vem sendo ameaçado. Portanto, se faz necessário criar mecanismos para devolver a ética e a liberdade para prescrição de benefícios que devem envolver a todos e não apenas uma parte da sociedade”.

Já Dr. José Carlos Curi falou sobre a exclusão dos melhores serviços médicos e diagnósticos modernos à parte mais pobre da sociedade. “É necessário criar novos mecanismos e associar a ação médica com avanços tecnológicos sim, mas para beneficiar também a população carente e, para isso, é fundamental manter a autonomia médica no contexto social”.

Outro tema discutido entre os especialistas foi a importância da formação e especialização médica. Dr. Curi acredita que a formação médica é fundamental para o futuro da sociedade e que os médicos precisam se envolver com o avanço dos diagnósticos computadorizados, mas não devem se esquecer das diretrizes médicas.

“Os profissionais da saúde, em especial a classe médica, precisam cada vez mais se atualizar e não deixar de clinicar, pois o clínico geral consegue ter mais conhecimento – diagnóstico e terapêutico – sobre os pacientes do que os especialistas de modo geral. Por isso, a formação médica e a residência devem ser fundamentais”, completou o presidente da APM.

Dr. José Luiz Gomes do Amaral finalizou o debate revelando que nenhum país do mundo tem sofrido tanto com a pressão na "comercialização" dos cursos universitários, em especial o de Medicina, como no Brasil. Segundo ele, é muito fácil abrir um curso universitário no país e isso acaba prejudicando a formação profissional.

“Atualmente são 167 faculdades de medicina no Brasil e muitos pedidos para abertura de outros cursos, portanto os novos médicos não têm tido formação adequada e isso é preocupante porque coloca em risco muitas vidas. É preciso que as autoridades limitem a formação médica para manter a qualidade profissional”, concluiu Dr. José Luiz Gomes do Amaral.

 
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