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14.06.07
 

Abrelpe expõe situação dos resíduos sólidos de saúde


O vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe), Edson Rodriguez, expôs a situação dos resíduos sólidos de saúde no Brasil durante a palestra “O Estado da Arte da gestão dos procedimentos de gerenciamento e os riscos dos Resíduos Sólidos de Saúde (RSS) no Brasil e no mundo”, que aconteceu ontem (dia 13) na Hospitalar.

Segundo Rodriguez, a maior preocupação da entidade é saber se os resíduos estão sendo devidamente encaminhados para tratamento ou não. Mas ele revelou que a cidade de São Paulo é tida como referência nacional no que diz respeito ao tratamento de RSS.

“O município possui uma coleta específica para resíduos do Grupo B (medicamentos, reagentes e quimioterápicos), de animais coletados em vias públicas ou clínicas veterinárias e dos chamados resíduos do Grupo A (coletados em pronto-atendimentos, centros cirúrgicos e laboratórios de análises clínicas)", explicou.

Panorama Nacional
Rodriguez revelou que, de acordo com um Panorama Nacional, o Brasil gerou no ano passado uma média de 170 mil toneladas por dia de resíduo urbano, o que comprova o aumento do poder aquisitivo, do nível de escolaridade da população e do processo de urbanização em todo o país.

“Esse panorama destaca ainda que os brasileiros deixaram de desprezar matéria orgânica, mas adquiriram mais plásticos e vidros, o que provocou um aumento no volume de lixo produzido. Um paulistano, por exemplo, gerou em 2005, uma média de 0,82 kg de lixo por dia. No ano passado, esse número saltou para 1,29 kg, um aumento de 57,3%. Os números mostram que neste período a população cresceu 10% e o volume de lixo produzido por habitante aumentou mais de cinco vezes”, concluiu o executivo.

 
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