O vice-presidente
da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos
Especiais (Abrelpe), Edson Rodriguez, expôs a situação dos
resíduos sólidos de saúde no Brasil durante a palestra “O
Estado da Arte da gestão dos procedimentos de gerenciamento e os riscos
dos Resíduos Sólidos de Saúde (RSS) no Brasil e no mundo”,
que aconteceu ontem (dia 13) na Hospitalar.
Segundo Rodriguez, a maior preocupação da entidade é saber
se os resíduos estão sendo devidamente encaminhados para tratamento
ou não. Mas ele revelou que a cidade de São Paulo é tida
como referência nacional no que diz respeito ao tratamento de RSS.
“O município possui uma coleta específica para resíduos
do Grupo B (medicamentos, reagentes e quimioterápicos), de animais coletados
em vias públicas ou clínicas veterinárias e dos chamados
resíduos do Grupo A (coletados em pronto-atendimentos, centros cirúrgicos
e laboratórios de análises clínicas)", explicou.
Panorama Nacional
Rodriguez revelou que, de acordo com um Panorama Nacional, o Brasil gerou no ano
passado uma média de 170 mil toneladas por dia de resíduo urbano,
o que comprova o aumento do poder aquisitivo, do nível de escolaridade
da população e do processo de urbanização em todo
o país.
“Esse panorama destaca ainda que os brasileiros deixaram de desprezar
matéria orgânica, mas adquiriram mais plásticos e vidros,
o que provocou um aumento no volume de lixo produzido. Um paulistano, por exemplo,
gerou em 2005, uma média de 0,82 kg de lixo por dia. No ano passado, esse
número saltou para 1,29 kg, um aumento de 57,3%. Os números mostram
que neste período a população cresceu 10% e o volume de lixo
produzido por habitante aumentou mais de cinco vezes”, concluiu o executivo.
|