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13.06.07
 

Saúde exige pesquisa, produção e qualidade
de atendimento, diz presidente da Abimo



Ao falar em nome da Abimo, na abertura da Hospitalar 2007, o presidente da entidade, Franco Pallamolla, destacou que a verdadeira saúde pressupõe investimentos e dedicação à pesquisa, à produção industrial e à qualidade e eficiência de assistência em hospitais e ambulatórios. "Hospital saudável - disse ele - significa atenção qualificada a mais cidadãos e, ao mesmo tempo, indústria produzindo a pleno para atender mais e melhores compradores".

"Nosso país que hoje integra um subgrupo complementar do próprio G-8, responde por si, mas tem agora sua voz ouvida e respeitada em distâncias transcontinentais", disse o presidente da Abimo.

E prosseguiu: "Temos responsabilidades prioritárias com nossa gente, para quem nos desafia a mudança de cada dia visando a propiciar ascendentes patamares de vida. No entanto na realidade hodierna de um mundo de blocos e uniões, mesmo sem aspirações hegemônicas, é reconhecida - e descabe ser contestada - nossa pacífica e consistente liderança latino-americana.

São, assim, amplos os horizontes econômicos, políticos e sociais que se nos delineiam e, de logo, maiores e mais densas as parcerias que estamos a construir neste novo Brasil, que ora conta realmente no mapa mundi.

A saúde, direito e dever constante na relação virtuosa cidadão e governo, neste que acreditamos ser nosso estado social de direito, exige e pressupõe intima articulação tripartite em que são partícipes:
1) a investigação, representada pela universidade;
2) a produção crescente, fruto da indústria;
3)a assistência, traduzida por eficazes serviços hospitalares e ambulatoriais.

Por isso, estamos aqui, não só reunidos, mas unidos sob o mesmo teto falando a mesma linguagem, perseguindo tenazmente as mesmas metas.
No entanto, Sr. Ministro, temos convicção que nossos comuns objetivos requerem, para caminhar pela estrada do êxito, um condutor que seja capaz de agregar, sob a supervisão e planejamento de uma política pública, que reúna sensibilidade e eficiência, nossa disponibilidade, entusiasmo e idoneidade. Isso logrará viabilizar o econômico, atendendo com seriedade o social.

V.Exa., pelos seus méritos tem o perfil para assumir tão significativo encargo, especialmente quando assevera que o "segmento da indústria da saúde não é somente gasto ou despesa. É, também, uma grade oportunidade de desenvolvimento econômico e social" na sua incisiva e oportuna manifestação no lançamento do COMSAÚDE.

Independência e soberania nacionais pressupõem a pesquisa do novo e o saber pragmático, nestes tempos de sociedade competitiva em que o capital maior é o da inteligência. Afirma-se o país no contexto internacional, e o nosso setor na panorâmica nacional, sempre que se valorizar a tecnologia rentável, que se quer descobrir e bem utilizar a cada hora e à qual alcançaremos, sobretudo, com o valioso apoio estatal.

No dia-a-dia conjuntural ajuda-se a que tal suceda com medidas oficiais oportunas que, desonerando a produção, reduzam custos e barateiam preços. Isto se traduz por socialização democrática do direito à qualidade de vida.

Hospital saudável significa atenção qualificada a mais cidadãos e, simultaneamente, indústria produzindo a pleno para atender mais e melhores compradores. Esse é o roteiro que leva mais saúde a mais pessoas, fazendo-as, também, pelo direito de desfrutá-la, cidadãos na plena acepção do termo, gerando, paralelamente, no circulo virtuoso do progresso, mais eficácia e saúde econômica às empresas e às instituições hospitalares.

Estamos predispostos e preparados para levar avante a proposta-desafio de nosso Presidente, Paulo Skaf, que no lançamento do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde, na FIESP, lembrou-nos e cobrou-nos que "está na hora de transformar a indústria da saúde em um arquipélago matriz, juntando todas as várias e valiosas ilhas que fazem a geografia desse setor, que não pode e não deve viver mais de ilhas isoladas".

A harmônica e produtiva atuação do BNDES, como uma fonte financeira; da ANVISA, da ANS e de outros órgãos de regulação, sob a liderança sensível e contemporânea do Ministério da Saúde e, em particular, da V.Exa. - somando bagagem técnica e sensibilidade política - serão fundamentais para que também em nossa área, lato senso, se possa falar de e fazer um PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO, indiscutivelmente o mais saudável de quantos se possam incrementar.

O PAC da saúde, ademais de uma resposta direta e objetiva à demanda da cidadania por um de seus direitos essenciais, deve operacionalizar-se como proposta pragmática do Governo e, particularmente, do seu ministério, ante clamores históricos de nossas desigualdades e desatenções.

Aberto e sensível, já o disse, como se tem demonstrado sua recente e produtiva gestão, certamente, haverá de predispor-se a INDUZIR a indústria de nossa terra a realizar um apoiado e planejado esforço de PRODUZIR MAIS, gerando qualidade de vida à cidadania, MAIS EMPREGOS à nação trabalhadora e MAIS ASSISTÊNCIA digna, por meio de nossa ampla e idônea rede de serviços. Além disso, certamente, irá contribuir - e muito - para reduzir o grande e crescente déficit comercial de nosso setor.

A Hospitalar, Sr. Ministro, é nossa casa e sua casa. Por isso, nós da ABIMO e do SINAEMO, neste encontro íntimo e público, julgamos nosso direito e dever dizer a sociedade e a V.Exa. que estamos prontos para ser parceiros de tão ousada e indispensável empreitada."

 
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