Ao
falar em nome da Abimo, na abertura da Hospitalar 2007, o presidente da entidade,
Franco Pallamolla, destacou que a verdadeira saúde pressupõe investimentos
e dedicação à pesquisa, à produção industrial
e à qualidade e eficiência de assistência em hospitais e ambulatórios.
"Hospital saudável - disse ele - significa atenção qualificada
a mais cidadãos e, ao mesmo tempo, indústria produzindo a pleno
para atender mais e melhores compradores".
"Nosso país que hoje integra um subgrupo complementar do próprio
G-8, responde por si, mas tem agora sua voz ouvida e respeitada em distâncias
transcontinentais", disse o presidente da Abimo.
E prosseguiu: "Temos responsabilidades prioritárias com nossa gente,
para quem nos desafia a mudança de cada dia visando a propiciar ascendentes
patamares de vida. No entanto na realidade hodierna de um mundo de blocos e uniões,
mesmo sem aspirações hegemônicas, é reconhecida - e
descabe ser contestada - nossa pacífica e consistente liderança
latino-americana.
São, assim, amplos os horizontes econômicos, políticos
e sociais que se nos delineiam e, de logo, maiores e mais densas as parcerias
que estamos a construir neste novo Brasil, que ora conta realmente no mapa mundi.
A saúde, direito e dever constante na relação virtuosa
cidadão e governo, neste que acreditamos ser nosso estado social de direito,
exige e pressupõe intima articulação tripartite em que são
partícipes:
1) a investigação, representada pela universidade;
2) a produção crescente, fruto da indústria;
3)a assistência, traduzida por eficazes serviços hospitalares e ambulatoriais.
Por isso, estamos aqui, não só reunidos, mas unidos sob o mesmo
teto falando a mesma linguagem, perseguindo tenazmente as mesmas metas.
No entanto, Sr. Ministro, temos convicção que nossos comuns objetivos
requerem, para caminhar pela estrada do êxito, um condutor que seja capaz
de agregar, sob a supervisão e planejamento de uma política pública,
que reúna sensibilidade e eficiência, nossa disponibilidade, entusiasmo
e idoneidade. Isso logrará viabilizar o econômico, atendendo com
seriedade o social.
V.Exa., pelos seus méritos tem o perfil para assumir tão significativo
encargo, especialmente quando assevera que o "segmento da indústria
da saúde não é somente gasto ou despesa. É, também,
uma grade oportunidade de desenvolvimento econômico e social" na sua
incisiva e oportuna manifestação no lançamento do COMSAÚDE.
Independência e soberania nacionais pressupõem a pesquisa do novo
e o saber pragmático, nestes tempos de sociedade competitiva em que o capital
maior é o da inteligência. Afirma-se o país no contexto internacional,
e o nosso setor na panorâmica nacional, sempre que se valorizar a tecnologia
rentável, que se quer descobrir e bem utilizar a cada hora e à qual
alcançaremos, sobretudo, com o valioso apoio estatal.
No dia-a-dia conjuntural ajuda-se a que tal suceda com medidas oficiais oportunas
que, desonerando a produção, reduzam custos e barateiam preços.
Isto se traduz por socialização democrática do direito à
qualidade de vida.
Hospital saudável significa atenção qualificada a mais
cidadãos e, simultaneamente, indústria produzindo a pleno para atender
mais e melhores compradores. Esse é o roteiro que leva mais saúde
a mais pessoas, fazendo-as, também, pelo direito de desfrutá-la,
cidadãos na plena acepção do termo, gerando, paralelamente,
no circulo virtuoso do progresso, mais eficácia e saúde econômica
às empresas e às instituições hospitalares.
Estamos predispostos e preparados para levar avante a proposta-desafio de nosso
Presidente, Paulo Skaf, que no lançamento do Comitê da Cadeia Produtiva
da Saúde, na FIESP, lembrou-nos e cobrou-nos que "está na hora
de transformar a indústria da saúde em um arquipélago matriz,
juntando todas as várias e valiosas ilhas que fazem a geografia desse setor,
que não pode e não deve viver mais de ilhas isoladas".
A harmônica e produtiva atuação do BNDES, como uma fonte
financeira; da ANVISA, da ANS e de outros órgãos de regulação,
sob a liderança sensível e contemporânea do Ministério
da Saúde e, em particular, da V.Exa. - somando bagagem técnica e
sensibilidade política - serão fundamentais para que também
em nossa área, lato senso, se possa falar de e fazer um PROGRAMA DE ACELERAÇÃO
DO CRESCIMENTO, indiscutivelmente o mais saudável de quantos se possam
incrementar.
O PAC da saúde, ademais de uma resposta direta e objetiva à demanda
da cidadania por um de seus direitos essenciais, deve operacionalizar-se como
proposta pragmática do Governo e, particularmente, do seu ministério,
ante clamores históricos de nossas desigualdades e desatenções.
Aberto e sensível, já o disse, como se tem demonstrado sua recente
e produtiva gestão, certamente, haverá de predispor-se a INDUZIR
a indústria de nossa terra a realizar um apoiado e planejado esforço
de PRODUZIR MAIS, gerando qualidade de vida à cidadania, MAIS EMPREGOS
à nação trabalhadora e MAIS ASSISTÊNCIA digna, por
meio de nossa ampla e idônea rede de serviços. Além disso,
certamente, irá contribuir - e muito - para reduzir o grande e crescente
déficit comercial de nosso setor.
A Hospitalar, Sr. Ministro, é nossa casa e sua casa. Por isso, nós
da ABIMO e do SINAEMO, neste encontro íntimo e público, julgamos
nosso direito e dever dizer a sociedade e a V.Exa. que estamos prontos para ser
parceiros de tão ousada e indispensável empreitada." |