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11.02.09

Risco de fraturas diminui com consumo de cálcio

 

Estima-se que mais de 10 milhões de pessoas sofram de osteoporose no Brasil. A doença é considerada crônica e degenerativa por exigir tratamento contínuo e é resultado da dificuldade de retenção de cálcio pelo osso, deixando-o mais suscetível a fraturas. Segundo dados do Ministério da Saúde, 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas no mínimo uma vez por ano, muitas estando relacionada ao enfraquecimento dos ossos. Além disso, cerca de 25% dos indivíduos com fratura de fêmur morrem em decorrência do evento durante o primeiro ano.

Para prevenir o enfraquecimento dos ossos e, conseqüentemente o número de fraturas, especialistas indicam o consumo diário de 1.200 miligramas de cálcio ao dia, índice recomendado internacionalmente. Porém, estudo realizado pela Unifesp alerta que o consumo pelos brasileiros é três vezes menor do que o recomendado. A suplementação do nutriente torna-se, portanto, uma alternativa para auxiliar a ingestão adequada do mineral.

Diversos estudos clínicos têm demonstrado o papel fundamental do cálcio para a redução do grau de hiperparatireoidismo secundário, além da perda óssea e o risco de fraturas por osteoporose (Dawson-Hughes, 1991; Reid e col, 1995; Heaney, 2000). Uma ingestão adequada de cálcio também significa menor risco de hipertensão (o nutriente melhora a capacidade da artéria de se distender e voltar ao normal) e comprovadamente menor probabilidade de adquirir câncer de intestino. Cálcio e vitamina D também previnem a chamada síndrome metabólica (reduzindo a circunferência abdominal).

Recente estudo realizado nos Estados Unidos testou a eficácia da suplementação de cálcio para prevenção de fraturas. Este estudo é uma publicação apoiada no estudo original, o NIH WCH (Estudo da poli-prevenção do Cálcio), iniciada há 10 anos por John Baron em Dartmouth College, que foi conduzida em inúmeros centros clínicos de várias partes do mundo.

O estudo avaliou o uso de suplemento de cálcio durante quatro anos e seus efeitos após o término da aplicação, em um prazo de 10 anos. Para o estudo foram selecionadas 930 pessoas, entre homens e mulheres, saudáveis (em vitamina D) e idade média abaixo dos 80 anos. Primeiramente, foram analisadas fraturas mínimas e fraturas provenientes de quedas. Foram ministrados o suplemento de cálcio e placebo para um grupo de controle, e avaliados os riscos de fratura por baixo impacto.

Durante a pesquisa, foi observado que houve uma significativa redução de risco de todos os tipos de fraturas, entre os que utilizaram o suplemento, em comparação ao grupo placebo, concluindo que com a suplementação de cálcio, há redução dos riscos de todos os tipos de fraturas e incidência de fraturas e traumatismos mínimos entre os indivíduos saudáveis. Porém, notou-se que o índice de fraturas não diminuiu quando a suplementação foi interrompida. O estudo mostrou que o suplemento protege bastante, mas somente durante seu uso. Os benefícios, porém, terminam quando se pára com a suplementação.

Especialistas alertam para a promoção de uma alimentação saudável e rica em cálcio desde a infância com o objetivo de prevenir a carência do nutriente na fase adulta.

 
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