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10.12.08

Pesquisa sobre dor aponta que 51% das pessoas sofrem com problema

 

Dor nas costas, articulações, contusões. Dor aguda, crônica, moderada ou grave. Todo mundo já sentiu alguma parte do corpo “reclamar”. A pesquisa Dor no Brasil, realizada pela Pfizer com 1,4 mil brasileiros, revela que a dor é quase uma rotina para os brasileiros, já que 51% das pessoas relataram alguma ocorrência na semana anterior à entrevista – dessas, as mulheres são maioria (58%). Quando divididos por idade, os adultos com mais de 50 anos são os que mais sofrem, representando 58% desse grupo.

O estudo traçou um verdadeiro perfil sobre o problema, por meio de entrevistas realizadas com a população de nove regiões metropolitanas do País (Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília). Quando questionadas sobre quais as dores que sentiram na vida, essas pessoas apontaram como campeãs as de cabeça, mencionada por 81% dos entrevistados, e nas costas, apontada por 40% deles. As cefaléias e as lombalgias também são as mais comuns, seja no último mês ou pelo menos uma vez na vida, sendo que 92% dos brasileiros já tiveram cefaléias e 64% deles já tiveram dores nas costas.

Para os que já tiveram dor, a na coluna é considerada a mais incômoda para 53% das pessoas e a mais grave para 56% dos entrevistados. Como uma grande vilã, a dor nas costas acumula ainda o título de mais prejudicial à atividade profissional para 42% dos brasileiros, e tira o sono de 43% das pessoas, perdendo apenas para a cólica renal (44%).

Em relação à freqüência, a dor na coluna tem destaque novamente, sendo presença constante na vida de 80% das pessoas – empatando com os processos inflamatórios nas articulações e anexos (80%) e ficando atrás apenas da cólica menstrual (94%). Para 69% dos brasileiros, a dor na coluna pode ser considerada crônica, ou seja, ocorre há mais de um ano. A pesquisa revela ainda que 69% das pessoas procuram os médicos quando apresentam dores de nível moderado a intenso.

E o que fazer diante de tanta dor? Quando ela é desconhecida, 66% das pessoas procuram algum tipo de ajuda – destes, 40% agendam uma consulta médica. Quando a dor não é nenhuma novidade, somente 35% recorrem a alguém – sendo que 42% destas pessoas consultam um médico.

Os profissionais de saúde recomendam que nenhum medicamento seja utilizado sem recomendação médica. Todo tratamento deve ser feito após avaliação de um médico, por meio de uma boa história clínica ou exames físicos – inclusive laboratoriais ou de imagem, quando necessários –, para estabelecer as causas da dor. Somente assim é possível indicar o tratamento. A automedicação pode retardar o diagnóstico adequado das etiologias da dor e, às vezes, até comprometer os resultados do tratamento.

 
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