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29.01.08

Estudo mostra facilidade no uso de equipamentos
após cirurgia refrativa

 

O oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, lembra que para quem passou dos 40 anos a vida digital pode se transformar num verdadeiro tormento. O médico explica que nesta idade 90% das pessoas têm presbiopia ou vista cansada que é a redução da visão de perto provocada pela perda de elasticidade do cristalino, membrana ocular responsável pelo foco.

Do celular ao laptop, observa, todas as tecnologias exigem mais da visão de perto e a presbiopia somada à compactação das telas dos equipamentos chega a diminuir em 30% a produtividade profissional. O esforço visual de quem tem presbiopia associada a vícios de refração - miopia (dificuldade de enxergar de longe), astigmatismo (falta de foco para longe e para perto), hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) - é ainda maior. Por isso causa cefaléia, visão embaçada e dificuldade de concentração mesmo em quem não é usuário intensivo do computador.

A boa notícia é que um estudo feito pelo oftalmologista, durante os últimos 10 meses, em que acompanhou 512 pacientes com idade entre 40 e 55 anos, sendo 262 mulheres e 250 homens, mostra que a cirurgia refrativa utilizada na correção dos vícios de refração também pode eliminar a presbiopia. O estudo aponta que entre portadores de hipermetropia associada ou não ao astigmatismo 6 em cada 10 pacientes operados se livram dos óculos de leitura. Já para quem tem astigmatismo ou miopia este índice é de 90%.

“A cirurgia refrativa não elimina a causa da presbiopia, que é o enrijecimento do cristalino. Retarda a necessidade de óculos de leitura por uma década ou mais, dependendo da idade e acomodação visual de cada paciente”, destaca.

Queiroz Neto diz que algumas pessoas podem ficar com algum grau residual do vício refrativo que não atrapalha no dia-a-dia. “Por exemplo, a cirurgia em uma paciente míope que aos 45 anos voltou a estudar eliminou a necessidade de usar óculos tanto para dirigir como para trabalhar no computador.”

Ele esclarece que o bom planejamento cirúrgico leva mais em conta a função visual, ou seja, a qualidade de visão necessária para eliminar os óculos durante as atividades cotidianas exercidas por cada pessoa. “Não adiantaria zerar a miopia e deixar esta paciente dependente de óculos de leitura para trabalhar no computador ou fazer anotações em sala de aula”, declara.

 
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