Um novo estudo divulgado nas últimas semanas pelo jornal médico Current Medical Research and Opinion (CMRO) mostra que a substância Ibandronato de sódio, para osteoporose, reduz de forma significativa o risco de fraturas não-vertebrais (fraturas que não atingem a coluna). A análise revelou que os pacientes tratados com o medicamento apresentaram uma redução de cerca de 34% no número de fraturas não-vertebrais.
A pesquisa avaliou quase 9 mil mulheres com osteoporose pós-menopausa e incluiu as fraturas de pelve, quadril, clavícula, úmero, punho e perna. Segundo Marco Paschoalin, gerente médico da Roche, é importante que o paciente comece a tratar o problema antes que ocorra a primeira fratura óssea. Além da redução de fraturas, o principal diferencial do ibandronato é a facilidade de administração. “O medicamento facilita a adesão à terapia, pois é necessário apenas 1 comprimido ao mês”, analisa o médico.
Por se tratar de uma doença silenciosa, o paciente só descobre ser portador quando o problema está muito avançado ou quando ocorre a primeira fratura. O grande desafio para os médicos é o diagnóstico precoce. “Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores chances o paciente terá de preservar a massa óssea”, conclui Paschoalin. Para diagnosticar a doença, o exame mais indicado é a densintometria óssea, indicada para pessoas com mais de 65 anos ou em uso de corticóides por mais de 3 meses consecutivos. Os estudos demonstram que 9 em cada 10 pacientes que fizeram o tratamento corretamente responderam com ganhos de massa óssea ao Ibandronato de Sódio, maximizando as chances de sucesso da terapia. |