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23.10.07

Controle glicêmico apropriado contribui para
reduzir risco   de doenças macrovasculares

 


Uma análise do banco de dados do Sistema de Informação Integrado de Saúde (IHCIS), de 69,418 pacientes com diabetes, mostrou que níveis elevados de A1C se associaram de maneira estatisticamente significante com um risco mais elevado de eventos macrovasculares. Os novos resultados, apresentados no 43o Encontro Anual da Associação Européia para o Estudo de Diabetes, acrescentam dados adicionais ao crescente debate da comunidade de diabetes sobre o controle glicêmico e os riscos cardiovasculares associados ao diabetes.

O teste da hemoglobina A1C mede os níveis médios de glicemia ao longo de um período de dois a três meses. Comparado ao grupo de pacientes com A1C <6%, o risco para o infarto agudo do miocárdio (IAM), cirurgia de revascularização da artéria coronária (CABG) ou acidente vascular cerebral foi mais elevado nos pacientes com A1C entre 7 e 9%, em 8% (p <0,01), e 15% (p <0,001) no grupo com A1C ≥ 9%.

Os pacientes no banco de dados eram assim divididos: 54% de homens, com uma idade média de 57 anos, um valor de A1C de 7,6% e um tempo médio de acompanhamento da A1C de 27 meses. Os pacientes foram estratificados em 4 grupos com base na classificação da A1C: <6 %, 6 -7 %, 7 -9 %, e ≥9 %. Foi realizada uma análise de sobrevida para examinar a primeira ocorrência de infarto agudo do miocárdio, cirurgia para CABG ou AVC após controle da A1C com corte dos pacientes ao final da admissão em seus planos de saúde.

Doença cardíaca e acidente vascular cerebral foram responsáveis por aproximadamente 65% das mortes em pessoas com diabetes. Este dado demonstrou uma elevada incidência de eventos macrovasculares em pacientes diabéticos com A1C >7% e é importante, pois o controle glicêmico apropriado pode contribuir para a redução dos riscos de doenças macrovasculares nesta população de pacientes.

“A presença de um nível elevado de A1C é um fator de risco significante para o infarto do miocárdio, cirurgia de revascularização miocárdica, e acidente vascular cerebral em pacientes com diabetes. A intervenção precoce com tratamento intensivo do diabetes pode reduzir esses riscos macrovasculares,” declarou Pr. J. M. Foody, da Clínica Médica/ Setor de Cardiologia, Escola de Medicina da Universidade de Yale, New Haven, Estatos Unidos.

 
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