Os principais especialistas do mundo se reuniram recentemente no Havaí - EUA, para a reunião anual da Sociedade Americana de Pesquisas Mineral e Óssea (ASBMR). Durante o evento, foram apresentadas as últimas novidades para controle da Osteoporose. Um dos destaques da reunião foi a participação do médico brasileiro dr. João Lindolfo Borges, endocrinologista da Universidade Católica de Brasília. O especialista apresentou uma pesquisa que mostra que o tratamento com ibandronato de sódio melhora significativamente a densidade óssea (DMO) do quadril e da coluna. Os novos dados reforçam a eficácia do medicamento, o único que trata a osteoporose com apenas 1 comprimido ao mês.
O estudo, nomeado de MOTION, é o primeiro a comparar o tratamento mensal com um tratamento semanal. Além da vantagem na administração de menor número de comprimidos, o especialista destacou o aumento da densidade óssea nos pacientes em terapia mensal equivalente ao da terapia semanal. Segundo o médico, o estudo MOTION oferece novas evidências importantes sobre o papel do ibandronato no tratamento da osteoporose. “O aumento significativo na densidade óssea do quadril e da coluna fornece aos médicos a confiança de que o ibandronato em dose única mensal é uma opção altamente eficaz no tratamento da doença”, informa o dr. João Lindolfo, um dos principais investigadores do estudo.
De acordo com Mirela Yunes, gerente médica da Roche, a prevenção de fraturas é o principal objetivo no tratamento de mulheres com osteoporose pós-menopausa. Outro diferencial do medicamento, destacado pela executiva, é a praticidade na administração. “A dose única mensal facilita a adesão à terapia, já que as pacientes passam a utilizar apenas um comprimido por mês, isto é, 12 comprimidos ao ano, ao invés dos 52 exigidos pelos tratamentos semanais convencionais”, analisa.
A doença
A osteoporose é uma doença que causa o enfraquecimento progressivo dos ossos, pela perda de cálcio e massa óssea, tornando-os mais frágeis e quebradiços. Surge com o avançar da idade e pode causar fraturas mesmo com traumatismos leves como uma simples queda. Na maioria das vezes a doença não apresenta nenhum sintoma, nem mesmo dor, mas pode evoluir até que ocorra uma fratura como primeiro sintoma. As mulheres são as mais atingidas pela osteoporose, principalmente na pós-menopausa, quando os níveis de estrógeno – hormônio feminino – caem bruscamente. Pesquisa da IOF (International Osteoporosis Foundation) mostra que a partir dos 50 anos de idade as mulheres apresentam 40% de risco de fraturar a coluna, quadril ou antebraço.
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