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07.08.07

Estudo aponta que progesterona reduz olho seco

 

Uma em cada cinco mulheres com idade entre 45 e 55 anos é portadora da síndrome do olho seco, enquanto que entre homens na mesma faixa etária a prevalência é de 15%. Os sintomas são ressecamento, coceira, queimação, sensação de areia nos olhos, visão embaçada e maior sensibilidade à luz.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, com o avanço da idade a produção lacrimal diminui a ponto de aos 65 anos muitas pessoas chegarem a produzir até 60% menos lágrima do que aos 18 anos. A produção de filme lacrimal, observa, pode ser estimulada através de alimentação rica em Ômega 3 encontrado em semente de linhaça e nozes, além da ingestão de frutas e legumes que contém as vitaminas A e E.

Ele explica que os fatores de risco para contrair a síndrome são: uso intensivo de computador, exposição excessiva ao ar condicionado, lentes de contato, medicamentos para hipertensão, digestão, depressão, alergia ou pílula anticoncepcional, além de doenças sistêmicas como lúpus, síndrome de Stevens-Johnson e penfigóide.

Entre mulheres, ressalta, a prevalência da síndrome do olho seco é maior devido à queda dos hormônios femininos que caracteriza a menopausa. A incidência é 37% maior nas que fazem reposição hormonal só com estrogênio do que nas que associam progesterona ao tratamento. Este é o resultado de um levantamento feito por Queiroz Neto nos últimos dezoito meses com 486 mulheres na faixa etária de 42 a 52 anos. Dessas, 154 (32%) faziam reposição hormonal com estrogênio e progesterona e 7% eram portadoras de olho seco. Já nas 332 (68%) restantes que só usavam estrogênio o índice observado foi de 9,6%, atingindo 32 pacientes.

Hormônio age em duas camadas da lágrima
A síndrome do olho seco é uma alteração em um dos três ingredientes da lágrima – gordura, água ou proteína. O especialista diz que a camada mais externa é a de gordura que impede a evaporação da lágrima. A aquosa tem a função de oxigenar e nutrir a córnea, protegendo os olhos dos agentes externos e a protéica permite a aderência da lágrima à superfície ocular.

Queiroz Neto afirma que a progesterona aumenta a retenção de água no organismo. Este fator e a produção regular da mucina, glicoproteína responsável pela viscosidade da lágrima, explicam a redução da síndrome do olho seco entre mulheres que fizeram reposição hormonal associando progesterona ao estrogênio. Isso porque, observa, o teste de “Break Up Time”, ou Tempo de Quebra do filme lacrimal demonstrou melhor estabilidade do filme lacrimal nessas pacientes.

Para diagnosticar a síndrome, o especialista diz que o mais comum é fazer o Teste de Schirmer. Consiste em colocar na base do olho papel filtro centimetrado que indica a doença quando depois de 5 minutos menos de um terço fica molhado.


 
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