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21.08.07

PUC-Campinas pesquisa novo tratamento para Doença de Bowen

 

O Serviço de Dermatologia do Hospital da PUC-Campinas pesquisou durante seis meses uma nova alternativa para o tratamento da Doença de Bowen. Com esse trabalho, o Hospital conquistou o 1º lugar na categoria Jovem Cirurgião Ival Peres Rosa do 19º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, realizado em Florianópolis (SC).

A Doença de Bowen é um tipo de câncer de pele, de difícil controle, por causa de sua extensão e dificuldade de delimitação. O principal sintoma é uma mancha marrom-avermelhada, espinha e ferida que não cicatriza. “Seu surgimento se relaciona principalmente com a exposição solar, mas também, a fatores genéticos e tabagismo”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga Rodrigues.

O trabalho foi relatar a cura clínica e histológica da Doença de Bowen com a terapia fotodinâmica (TFD). A TFD é um tratamento não cirúrgico, que não deixa cicatriz e que trata também as lesões não visíveis ao médico. Esse tratamento proporciona melhor recuperação ao paciente.

Para a realização da TFD é necessária a aplicação de uma substância que, após um determinado tempo, se impregna nas células cancerígenas. “Antes de iniciar a exposição é possível identificar mais precisamente os limites da doença, por meio de uma iluminação especial (lâmpada de Wood). Em seguida, com a exposição à luz, essas células impregnadas pela substância (inclusive as das margens mais difíceis de delimitar) são conduzidas à morte e, com isso, à cura da lesão”, afirma a especialista.

Paralelamente, o dano solar à pele que leva à Doença de Bowen está presente no restante da pele, podendo representar outros cânceres ou risco para o seu desenvolvimento. “Como a aplicação da terapia fotodinâmica (TFD) é estendida à pele próxima a região lesada, é possível tratar também de lesões que estão no começo e prevenir outros cânceres”, completa Sylvia.



 
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