Colina é um nutriente fundamental para o desenvolvimento
cerebral humano, com atuação relacionada à função
da memória. Dentre os alimentos ricos em colina, estão a lecitina
de soja, o bife de fígado e a gema de ovo. Contudo, os especialistas afirmam
que a lecitina de soja é uma das fontes de colina mais bioativas do nutriente,
além de ser natural e não conter colesterol.
Um novo estudo, chamado de “Choline Awareness in America”, realizado
por pesquisadores de três universidades americanas de destaque, com a participação
do Instituto Nacional de Saúde (EUA), sugere que mulheres norte-americanas
não estão ingerindo a quantidade suficiente de colina para promover
o desenvolvimento normal do cérebro do feto durante a gravidez.
No Brasil, o cardiologista e nutrólogo do IMeN - Instituto de Metabolismo
e Nutrição, Carlos Daniel Magnoni, explica que este estudo é
fundamental, pois comprova que o nutriente colina é considerado importante
no desenvolvimento cerebral e mental do feto e da criança. “No desenvolvimento
fetal, a colina é transportada através da placenta, da corrente
sangüínea da mãe para o feto, numa concentração
14 vezes maior do que a existente no sangue da mãe (principalmente entre
a 20º e 25º semana – período de formação
do hipocampo, que é centro da memória). Da mesma forma, a concentração
de colina no leite materno é 100 vezes maior que no nível da corrente
sangüínea da mãe. E, por esta razão, é recomendado
um nível de ingestão mais alto para mulheres grávidas ou
em lactação”, revela.
Os pesquisadores descobriram que os americanos consomem em média somente
314 miligramas de colina por dia, muito menos que o recomendado pelos órgãos
oficiais de saúde como a NAS: 425 miligramas (mulheres) e 550 miligramas
(homens).
O Dr. Magnoni comenta que 314 mg de colina – a mesma quantia consumida em
média pelos americanos - podem estar contidos na mesa do brasileiro numa
refeição que inclua arroz, feijão, bife, salada e frutas,
já que a maior fonte de colina do brasileiro é o feijão que
ainda está presente no cardápio diário. “Levando em
consideração que o brasileiro consumisse os 314 mg, de acordo com
o estudo, ele ainda estaria longe da quantia recomendada pelos órgãos
de saúde”, alerta Magnoni.
“A soja é um alimento-chave para os brasileiros. Pesquisas têm
demonstrado que a lecitina e a colina, presentes na soja, atuam positivamente
no desenvolvimento cerebral, principalmente a memória, ajudam também
a reduzir os níveis de colesterol total e LDL, e os níveis de homocisteína
no sangue - que podem estar associados a danos nas artérias e assim manter
o coração saudável”, revela Magnoni.
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