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10.07.07

Dieta deficiente do nutriente colina pode
prejudicar desenvolvimento do cérebro fetal

 

Colina é um nutriente fundamental para o desenvolvimento cerebral humano, com atuação relacionada à função da memória. Dentre os alimentos ricos em colina, estão a lecitina de soja, o bife de fígado e a gema de ovo. Contudo, os especialistas afirmam que a lecitina de soja é uma das fontes de colina mais bioativas do nutriente, além de ser natural e não conter colesterol.

Um novo estudo, chamado de “Choline Awareness in America”, realizado por pesquisadores de três universidades americanas de destaque, com a participação do Instituto Nacional de Saúde (EUA), sugere que mulheres norte-americanas não estão ingerindo a quantidade suficiente de colina para promover o desenvolvimento normal do cérebro do feto durante a gravidez.

No Brasil, o cardiologista e nutrólogo do IMeN - Instituto de Metabolismo e Nutrição, Carlos Daniel Magnoni, explica que este estudo é fundamental, pois comprova que o nutriente colina é considerado importante no desenvolvimento cerebral e mental do feto e da criança. “No desenvolvimento fetal, a colina é transportada através da placenta, da corrente sangüínea da mãe para o feto, numa concentração 14 vezes maior do que a existente no sangue da mãe (principalmente entre a 20º e 25º semana – período de formação do hipocampo, que é centro da memória). Da mesma forma, a concentração de colina no leite materno é 100 vezes maior que no nível da corrente sangüínea da mãe. E, por esta razão, é recomendado um nível de ingestão mais alto para mulheres grávidas ou em lactação”, revela.

Os pesquisadores descobriram que os americanos consomem em média somente 314 miligramas de colina por dia, muito menos que o recomendado pelos órgãos oficiais de saúde como a NAS: 425 miligramas (mulheres) e 550 miligramas (homens).

O Dr. Magnoni comenta que 314 mg de colina – a mesma quantia consumida em média pelos americanos - podem estar contidos na mesa do brasileiro numa refeição que inclua arroz, feijão, bife, salada e frutas, já que a maior fonte de colina do brasileiro é o feijão que ainda está presente no cardápio diário. “Levando em consideração que o brasileiro consumisse os 314 mg, de acordo com o estudo, ele ainda estaria longe da quantia recomendada pelos órgãos de saúde”, alerta Magnoni.

“A soja é um alimento-chave para os brasileiros. Pesquisas têm demonstrado que a lecitina e a colina, presentes na soja, atuam positivamente no desenvolvimento cerebral, principalmente a memória, ajudam também a reduzir os níveis de colesterol total e LDL, e os níveis de homocisteína no sangue - que podem estar associados a danos nas artérias e assim manter o coração saudável”, revela Magnoni.


 
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