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10.04.07

Estudo aponta que TRH transdérmica traz
benefício superior em relação à oral

 

Estudo recém-publicado no jornal médico Circulation, pertencente à American Heart Association, uma das mais importantes associações de cardiologia do mundo, indica que a terapia de reposição hormonal (TRH) transdérmica, quando comparada à oral, reduz drasticamente os riscos de trombose (obstrução de vasos sanguíneos por coágulo) e de tromboembolismo (coágulo levado pela corrente sanguínea a órgãos distantes). Pesquisadores franceses avaliaram por sete anos 881 mulheres, com idade entre 45 e 70 anos, que haviam recebido TRH estrogênica oral ou transdérmica.

O resultado sugere vantagem no uso da TRH transdérmica em relação à oral. O risco de tromboembolismo em pacientes usuárias de terapia oral foi 4,2 vezes maior quando comparado as não-usuárias de TRH, enquanto para pacientes que utilizaram a terapia transdérmica, o risco foi 0,9 vezes maior.

Segundo o consenso da Sociedade Brasileira de Climatério, a terapêutica hormonal na menopausa alivia efetivamente os sintomas do climatério, como ondas de calor, insônia, irritabilidade, depressão e distúrbios relacionados aos órgãos genitais (ressecamento vaginal, prurido vulvar e incontinência urinária, entre outros), além de prevenir osteoporose. Porém é preciso ficar atento aos seus efeitos.

Para o Dr. César Eduardo Fernandes, diretor científico da Sociedade Brasileira do Climatério e professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, esse estudo é importante, pois mostra que a terapêutica transdérmica aumenta significativamente a segurança das pacientes em relação ao risco de tromboembolismo, que pode causar, por exemplo, uma embolia pulmonar. Hoje, estima-se que 80% das mulheres que fazem terapia de reposição hormonal utilizam a forma oral.

 
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