Estudo recém-publicado no jornal médico Circulation,
pertencente à American Heart Association, uma das mais importantes associações
de cardiologia do mundo, indica que a terapia de reposição hormonal
(TRH) transdérmica, quando comparada à oral, reduz drasticamente
os riscos de trombose (obstrução de vasos sanguíneos por
coágulo) e de tromboembolismo (coágulo levado pela corrente sanguínea
a órgãos distantes). Pesquisadores franceses avaliaram por sete
anos 881 mulheres, com idade entre 45 e 70 anos, que haviam recebido TRH estrogênica
oral ou transdérmica.
O resultado sugere vantagem no uso da TRH transdérmica em relação
à oral. O risco de tromboembolismo em pacientes usuárias de terapia
oral foi 4,2 vezes maior quando comparado as não-usuárias de TRH,
enquanto para pacientes que utilizaram a terapia transdérmica, o risco
foi 0,9 vezes maior.
Segundo o consenso da Sociedade Brasileira de Climatério, a terapêutica
hormonal na menopausa alivia efetivamente os sintomas do climatério, como
ondas de calor, insônia, irritabilidade, depressão e distúrbios
relacionados aos órgãos genitais (ressecamento vaginal, prurido
vulvar e incontinência urinária, entre outros), além de prevenir
osteoporose. Porém é preciso ficar atento aos seus efeitos.
Para o Dr. César Eduardo Fernandes, diretor científico da Sociedade
Brasileira do Climatério e professor de ginecologia da Faculdade de Medicina
do ABC, esse estudo é importante, pois mostra que a terapêutica transdérmica
aumenta significativamente a segurança das pacientes em relação
ao risco de tromboembolismo, que pode causar, por exemplo, uma embolia pulmonar.
Hoje, estima-se que 80% das mulheres que fazem terapia de reposição
hormonal utilizam a forma oral.
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