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13.03.07

Doença relacionada ao cigarro
tende a crescer entre as mulheres

 

Estudo realizado na América Latina revela que mais uma doença tipicamente masculina cresce entre as mulheres. Trata-se da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), um problema respiratório grave, causado principalmente pelo hábito de fumar. A sigla é usada para classificar tanto a bronquite crônica quanto o enfisema pulmonar, manifestados em conjunto ou separadamente. Apesar de pouco conhecida, é a quinta causa de morte no País. De acordo com o Consenso Brasileiro de DPOC, existem hoje aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros portadoras da doença, com um crescimento de 340% nos últimos 20 anos.

Segundo o estudo, no Brasil, a prevalência da DPOC entre as mulheres com mais de 40 anos foi de 14% frente a 18% nos homens, o que mostra uma evolução preocupante. Durante muito tempo, a DPOC era considerada uma doença predominantemente masculina, justamente por estar associada ao tabagismo, hábito socialmente “recriminado” entre as mulheres. As mudanças comportamentais ocorridas principalmente a partir dos anos 60 trouxeram uma mudança neste quadro. Hoje se constata que a mulher que começou a fumar há 20 ou 30 anos, até como forma de auto-afirmação social, agora é uma séria candidata a desenvolver a DPOC.

A pesquisa foi desenvolvida pela Associação Latino-americana de Tórax (ALAT) com o objetivo de mapear a prevalência da DPOC na região, com o nome de Projeto PLATINO (Projeto Latino Americano para Investigação da Doença Obstrutiva Pulmonar). O trabalho compreendeu 5 grandes cidades: São Paulo, Montevidéu, Santiago do Chile, Caracas e Cidade do México. Em cada uma delas foram estudadas em torno de 1.000 pessoas, com idade acima de 40 anos, sendo cerca de 40% homens e 60% mulheres.


 
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