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06.03.07

Pesquisa revela que fisioterapia reduz permanência em UTI

 

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, mostrou que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na UTI - Unidade de Terapia Intensiva, quando aplicadas sem interrupções, ou seja, nas 24h/dia.

O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses. Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de 10 dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para 6 dias.

Segundo Clarice Tanaka, professora titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP, responsável pela pesquisa, a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno.

O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação no período noturno (retirada do tubo traqueal), reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente.

O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Diante dos resultados, o hospital tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite.

 
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