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07.02.07

Chega ao Brasil terapia alvo para
tratamento de câncer de pulmão

 

Acaba de chegar ao Brasil a primeira terapia alvo indicada para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão avançado. Trata-se do Erlotinibe, um medicamento que funciona de forma diferente da quimioterapia, pois age especificamente sobre as células tumorais, evitando os efeitos colaterais típicos da quimioterapia. Além disso, sua administração é oral, o que reduz os gastos com infusão e internação no hospital, entre outros.

O estudo internacional que serviu para a aprovação do medicamento nos EUA, na Europa e no Brasil, denominado BR21, contou com a participação de 140 pacientes brasileiros entre os 731 inscritos de 27 países participantes. Isso mostra o avanço do País na pesquisa clínica internacional e o amplo conhecimento dos médicos brasileiros. Os resultados mostraram que, com a utilização do medicamento, há um aumento de 42,5% na sobrevida.


Mecanismo de ação

Erlotinibe é uma molécula pequena desenhada para atingir o receptor do fator de crescimento epidérmico humano EGRF/HER1 (molécula presente na superfície das células), que dispara um sinal fundamental para o crescimento das células cancerosas em muitos tumores. Ele inibe especificamente a atividade de uma enzima dentro da célula e bloqueia o crescimento do câncer. Atualmente, a maioria dos pacientes com câncer de pulmão é tratada com quimioterapia, geralmente debilitante devido à toxicidade.

Para o médico oncologista Dr. Mauro Zukin, a chegada desse novo tratamento é uma esperança relevante e com grande potencial para médicos e pacientes. “Até hoje não tínhamos nenhum outro tipo de medicamento específico, além da quimioterapia, para o tratamento do câncer de pulmão. A novidade atende a uma grande demanda da população que sofre desse mal”, afirma o especialista.

O câncer de pulmão é o que mais acomete pessoas em todo o mundo, com 1,2 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. Para se ter uma idéia, a cada 30 segundos morre uma pessoa vítima da doença no mundo. No Brasil, segundo dados do INCa – Instituto Nacional do Câncer, mais de 27 mil novos casos foram diagnosticados em 2006.


 
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