O SETOR EM NOTÍCIAS - Novidades Científicas HOME 

23.01.07

Estudo comprova maior eficácia de
nova terapia para tratamento da leucemia

 

Um estudo realizado pelo laboratório Schering AG com um novo medicamento para tratar o tipo mais comum de leucemia do adulto - e que chegará ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2007 - mostrou que houve um aumento de 30% no número de pessoas que reagiram bem à terapia em comparação com a resposta obtida com o tratamento convencional. Em 24% dos casos, houve um desaparecimento total da doença durante os dois anos em que o estudo foi desenvolvido, resposta 12 vezes maior em relação ao índice de 2% registrado pela terapia padrão. O objetivo foi avaliar o uso da nova terapia como primeira opção de tratamento para a leucemia linfocítica crônica.

O estudo revelou que os pacientes que receberam a nova terapia por cerca de 12 semanas tiveram uma resposta consideravelmente maior em termos de eficácia e segurança do que os que foram tratados com a droga convencional durante 24 semanas. Entre os pacientes que usaram o novo medicamento, 83% responderam ao tratamento, enquanto que com a terapia convencional essa taxa foi de 55%.

Também houve um aumento da sobrevida dos pacientes e uma redução de 42% do risco de progressão da doença ou de morte. Além disso, com a nova terapia os pacientes mantiveram-se sem tratamento adicional por cerca de dois anos. “Isso significa que o tempo em que a doença deixou de progredir foi maior no grupo que recebeu alentuzumabe (princípio ativo), chegando a ser quase cinco vezes maior em um subgrupo de pacientes com anormalidades genéticas”, explica Alisson Monteiro, oncologista e assessora médica da Schering do Brasil.

Para Ricardo Bigni, médico hematologista e responsável pelas rotinas de LLC e LNH (Linfoma não-Hodgkin) do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o estudo clínico mostrou que a nova terapia tem a vantagem de beneficiar os pacientes com piores prognósticos. “São poucos os tratamentos que oferecem uma melhora significativa de sobrevida, se comparados aos tratamentos mais clássicos”. Ele diz que a pesquisa pôde documentar a superioridade do medicamento. “alentuzumabe apresentou maiores taxas de resposta e sobrevida, principalmente naqueles pacientes que não responderiam bem aos tratamentos convencionais”, destaca.

Os resultados desse estudo eram aguardados com expectativa pela comunidade médica e foram anunciados durante o ASH 2006 – 48ª Reunião Anual da Sociedade Americana de Hematologia, em Orlando (EUA). O estudo clínico de fase III (com pacientes) comparou a eficácia e a segurança do alentuzumabe com o clorambucil, uma das drogas mais antigas utilizadas no tratamento da leucemia linfocítica crônica (LLC), tipo mais comum de leucemia do adulto e que atinge cerca de 30 mil pessoas no Brasil.


 
envie este texto
para um amigo
versão para impressão