| O Departamento de Psicologia da Santa Casa de São Paulo acaba de finalizar um estudo para avaliar o efeito da ação dos contadores de história no tratamento de crianças com câncer atendidas no setor de Pediatria do hospital.
Com o nome de “Impacto da Atividade Lúdica sobre o Estresse e a Saúde de Crianças Hospitalizadas”, o estudo teve duração de um ano e envolveu 15 crianças. Por meio de questionários preenchidos pelos acompanhantes – em geral as mães – e de observações diretas, os psicólogos estudaram dois parâmetros: o impacto dos contadores de história no humor e estado emocional das crianças e na intensidade da dor que sentiam.
No estudo, as crianças foram avaliadas antes, durante e depois da visita dos contadores de história, que costuma ocorrer duas vezes por semana. Os resultados mostraram que o uso de técnicas lúdicas durante a hospitalização de crianças é uma estratégia efetiva para diminuir o estresse, a ansiedade e o medo relacionados à internação e ao tratamento. Os pesquisadores verificaram que, na maioria dos casos, as crianças ficaram mais tranqüilas e alegres, passaram a aceitar melhor o tratamento e os procedimentos a que precisavam ser submetidas, começaram a se alimentar e a dormir melhor, a brincar mais e interagir melhor com as outras crianças hospitalizadas. Houve também uma redução da depressão e da ansiedade. Em relação à dor, o estudo mostrou que a atividade dos contadores de história também promoveu redução de dor e desconforto.
Seguem abaixo os resultados obtidos:
• Melhora de humor e do estado emocional - 66% das crianças (10 das 15 avaliadas) ficaram mais calmas e alegres;
• Melhora da interação com acompanhantes, outras crianças e profissionais - 46% (7 crianças);
• Melhora da movimentação/ crianças que estavam apáticas no leito passaram a caminhar pelo quarto e corredor e a brincar - 60% (9 crianças);
• Melhora do apetite - 60% (9 crianças);
• Dor - Das 8 crianças que sentiam dor, 6 relataram melhora - 75% do universo de crianças com dor;
• Diminuição de queixas e reclamações - das 5 crianças que se queixavam que não queriam ficar na cama, no quarto, no hospital, 4 deixaram de reclamar após as visitas (80%).
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