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19.12.06

Congresso apresenta novos rumos
para o tratamento da Fibromialgia

 

Um dos grandes destaques apresentados durante o ASRA 2006 (American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine) em São Francisco, Califórnia, foi o uso de cetamina para pacientes com fibromialgia. Recomendada em casos refratários a outros tratamentos, a cetamina age diretamente como inibidor do receptor NMDA (responsável pela perpetuação da dor). Estudos comprovaram que os pacientes tratados com cetamina, em algumas situações, não apresentaram quadro de dor ou, em alguns episódios, as crises são menos dolorosas.

Caracterizada por sintomas como dor em diversas partes do corpo, fadiga inexplicável, irritabilidade, depressão e sensação de formigamento em braços e pernas; a fibromialgia é uma síndrome de difícil diagnóstico que pode ser mascarada pelos sintomas citados acima, atinge de 2% a 5% da população, ou seja, ela acomete cerca de 3,5 a 8,9 milhões de brasileiros. Aproximadamente 90% apresentam quadro de fadiga, entre 44% e 56% têm cefaléia e distúrbios do sono se manifestam entre 56% a 86% dos casos.

No Brasil, essa nova opção de tratamento já é recomendada pela reumatologista Evelin Goldenberg. “Notamos que alguns pacientes não respondiam ou não apresentavam um resultado satisfatório com a medicação existente, provocando até o afastamento do convívio familiar e social. Com o uso da cetamina percebemos uma melhora nos episódios de dor e, em alguns casos, até a ausência, devolvendo a auto-estima do paciente”, comenta a Dra. Evelin Goldenberg, mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina, que teve a oportunidade de participar do Congresso este ano.

“A fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada e, com o acompanhamento médico, permitir a retomada da qualidade de vida do paciente, independente da idade”, conclui a reumatologista.





 
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