| Pesquisa realizada pelo laboratório Merck Sharp
& Dohme na América Latina verificou que as taxas elevadas de colesterol
e os riscos cardiovasculares decorrentes não representam uma grande preocupação
entre as mulheres. Neste estudo foram entrevistadas 900 mulheres de 9 países:
Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México,
Peru e Venezuela.
De acordo com a pesquisa, 87% do total de mulheres entrevistadas desconheciam
os próprios níveis de colesterol e 40% nunca haviam dosado o colesterol
no sangue; entre as mulheres com mais de 50 anos de idade, a taxa de desconhecimento
dos níveis de colesterol também foi alta (70%). Esses dados são
alarmantes se for considerado que, depois dos 45 anos de idade, os diferentes
estudos mostram que os níveis de colesterol são mais altos em mulheres
do que nos homens. Em países em desenvolvimento, é estimado que
metade das mortes em mulheres com 50 anos de idade ou mais é causada por
doenças cardiovasculares.
De acordo com dados da Global Heart Federation (Federação Global
do Coração) é estimado que, anualmente, mais de 8 milhões
de mulheres morrem no mundo em conseqüência de uma doença cardiovascular.
Este número é quase oito vezes maior do que o correspondente ao
câncer de mama ou seis vezes maior que o número de mortes causadas
pelo HIV/AIDS.
A orientação do AHA (American Heart Association) é de
que todos os adultos acima dos 20 anos de idade devem realizar testes de medição
de colesterol (total, bom ou HDL e ruim ou LDL) e triglicérides, uma vez
a cada cinco anos.
“É importante o diagnóstico e tratamento do colesterol
elevado para evitar a ocorrência doenças cardiovasculares”,
afirma o dr. Antônio Chagas, Professor Livre-Docente de Cardiologia da Faculdade
de Medicina da USP. O médico explica que a tendência é a redução
cada vez mais agressiva dos níveis de colesterol.
Apesar do colesterol ser um dos grandes vilões para a saúde por
contribuir para as doenças do coração e suas complicações,
como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame), ele não
constitui uma grande preocupação entre as mulheres, segundo a pesquisa.
Ao ser solicitada uma escala de prioridade para prevenção de
doenças, as entrevistadas colocaram o câncer em primeiro lugar (45%),
seguido pelas doenças sexualmente transmissíveis (34%), hipertensão
(6%) e, por último, o colesterol, com 3%.
Outra questão abordada foram as maneiras de controlar o colesterol:
63% das mulheres mencionaram dieta e exercício, 20% disseram que apenas
dieta seria suficiente e 17% afirmaram que é necessário dieta e
uma medicação adequada para controlar os níveis de colesterol.
Em relação à origem do colesterol, 19% responderam corretamente
que o colesterol é produzido pelo fígado e que também se
origina da dieta, 39% responderam que provém da ingestão de comidas
gordurosas e de álcool e 25% afirmaram que se origina dos alimentos em
geral.
Levantamento no Brasil
Nessa pesquisa foram entrevistadas 100 mulheres brasileiras, as quais, por ordem
de prioridade de cuidados preventivos, citaram o câncer em primeiro lugar
(53%), seguido pelas doenças sexualmente transmissíveis (18%), hipertensão
e osteoporose (11%), obesidade (6%) e, por último, o colesterol, com 2%.
As entrevistadas com 35 a 49 anos de idade sequer citaram o colesterol como
prioridade e, na faixa etária dos 50 anos, o colesterol apareceu apenas
à frente da obesidade.
A maioria das brasileiras não sabe como estão os seus níveis
de colesterol (68%) versus apenas 32% que sabem. Apesar de 96% das entrevistadas
já ter colhido sangue para avaliação do colesterol (na faixa
etária entre 35 a 49 anos), o desconhecimento quanto aos próprios
níveis de colesterol sobe para 78%.
Para o bom controle do colesterol, 56% das mulheres citaram dieta e exercício,
20% disseram que apenas a dieta seria suficiente, 22% citaram a necessidade de
dieta e de uma medicação adequada e 2% responderam que apenas o
medicamento é suficiente para controlar os níveis de colesterol.
Em relação à origem do colesterol, 20% responderam corretamente
que o colesterol é produzido pelo fígado e que também se
origina da dieta, 40% responderam que provém da ingestão de comidas
gordurosas e de álcool e 12% disseram que se origina dos alimentos em geral.
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