| A infecção hospitalar é causa de grande
preocupação das instituições de saúde do Brasil.
Enquanto a média mundial de índice de infecção é
5%, o país apresenta o porcentual de 15,5% entre os pacientes internados,
conforme dados do Ministério da Saúde. Um número que assusta
não só os pacientes, como também as instituições
de saúde, que, por conseqüência, têm suas despesas elevadas.
Para evitar e tratar a infecção hospitalar, além de permitir
que o doente tenha um atendimento de qualidade e seguro, uma série de estudos
coordenados pelo Dr. Victor Rosenthal, especialista no assunto, revelou que programas
de educação e implementação das melhores práticas
no ambiente hospitalar associados à utilização de sistemas
fechados de infusão podem reduzir, em alguns casos, em mais de 80% os riscos
de infecção da corrente sangüínea.
As primeiras pesquisas começaram em 2000 na Argentina e nos anos seguintes
hospitais de outros países (México, Brasil e Itália) foram
concluídas e incluídos no projeto desenvolvido pela Baxter - empresa
global e diversificada no segmento de saúde nas áreas de medicamentos,
equipamentos médicos e biotecnologia.
O objetivo é avaliar a incidência de infecções da
corrente sangüínea nos centros estudados e como medidas de prevenção
podem reduzir o tempo de internação, a mortalidade e conseqüentemente
os custos hospitalares.
Dados epidemiológicos do Dr. Rosenthal, que lidera um consórcio
internacional de controle de infecção hospitalar, já mostraram
que o Brasil se destaca como um dos países com maior índice de infecções
da corrente sanguínea associada ao uso de cateteres venosos entre os países
que usam sistema aberto de infusão. Esses países, segundo o especialista,
possuem índices bem superiores aos apresentados pelos padrões norte-americanos.
Para avaliar alternativas eficazes no combate à infecção
hospitalar, o Dr. Rosenthal seguiu alguns critérios nos centros estudados.
Primeiramente, foram medidos os níveis basais de infecção
da corrente sanguínea associadas ao uso de cateteres venosos centrais.
Em seguida, foi introduzido um programa educacional com toda a equipe de profissionais
médicos e de enfermagem a fim de colocar em prática as diretrizes
de prevenção estabelecidas pelo Centro de Controle de Doenças
(CDC) como, por exemplo, a higiene correta das mãos. E por fim, houve a
substituição do sistema aberto de infusão utilizado nos hospitais,
incluídos no estudo, por sistema fechado com bolsas flexíveis, ou
seja, aquele que não necessita da entrada de ar para seu funcionamento
e escoamento total da solução.
Hospitais participantes
No Brasil, o Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, foi o centro estudado
e teve como investigador principal o infectologista, Dr Reinaldo Salomão.
Foram avaliados 1.127 pacientes em três UTIs. Após adotar as medidas
descritas acima, foi registrada redução de 54% nos índices
de infecção da corrente sanguínea adquirida durante a internação
e as despesas hospitalares diminuíram significativamente, uma vez que na
análise comparativa, um paciente infectado permaneceu internado (utilizando
recursos do hospital e antibióticos) em média 23 dias a mais que
um paciente não-infectado.
Na Argentina a diminuição de pacientes infectados foi de 64%,
o que proporcionou uma redução de 83% nos gastos do hospital para
o tratamento de pacientes infectados e 91% na taxa de mortalidade. E no México,
a redução de pacientes com infecção hospitalar atingiu
82%. Os dados consolidados do Brasil estão sendo apresentados pelo Dr Rosenthal
nos mais importantes congressos mundiais de controle de infecção
durante todo o primeiro semestre desse ano.
Sistemas fechados de infusão serão obrigatórios
Os sistemas fechados já são obrigatórios em diversos países
do mundo como Estados Unidos e Austrália e, predominantes em países
vizinhos como a Colômbia. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) determinou, conforme resolução RDC 45,
que a partir de 2008 todos os sistemas abertos de infusão deverão
ser substituídos pelos sistemas fechados.
Alguns hospitais já utilizam o sistema fechado com bolsas flexíveis
como o Hospital das Clínicas, Hospital Albert Einstein, Sírio Libanês,
Santa Catarina e São Luiz e vários outros serviços de saúde
do Brasil.
Diferentemente dos recipientes rígidos e semi-rígidos, os sistemas
fechados de infusão para soluções parenterais que utilizam
bolsas flexíveis, não necessitam de elementos externos adicionais,
como entrada de ar e equipos com filtro. Essas bolsas são produzidas em
PVC na sua maioria ou por outros tipos de plásticos. Desta forma, o sistema
isolado e vedado, evita infecções por microrganismos do ambiente
externo.
A Baxter é uma das empresas que introduz a bolsa plástica e os sistemas
flexíveis fechados. Presente há mais de 35 anos no mercado e utilizada
em cerca de 140 países, as bolsas flexíveis Viaflex são consideradas
um avanço significativo na administração com eficiência
e segurança de soluções e medicamentos aos pacientes.
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