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17.05.06

Especialistas alertam para a importância da
rapidez no diagnóstico da artrite reumatóide

 

Os sintomas iniciais da artrite reumatóide (doença auto-imune, que ataca e destrói as articulações) podem ser confundidos com outras formas de artrite. Entretanto, a demora no diagnóstico correto pode aumentar a incapacidade do paciente que, em poucos anos, pode não mais conseguir abotoar uma simples camisa. Os especialistas alertam (incluindo a classe médica não especializada) sobre a importância do diagnóstico precoce e, conseqüentemente, a adoção de um tratamento inicial adequado, que iniba a progressão da doença.

A artrite reumatóide é uma doença crônica, que ataca e destrói as articulações e afeta cerca de 1% da população – principalmente mulheres ainda em idade produtiva. Altamente incapacitante – que, no princípio, pode ser confundida com outras formas de artrite -, a artrite reumatóide atualmente é uma doença tratável, graças ao desenvolvimento de medicamentos biológicos (como o anticorpo totalmente humano conhecido como adalimumabe), que podem impedir a progressão da doença. Entretanto, é fundamental o diagnóstico rápido da doença, para que ocorram menos danos nas articulações.

O Dr. Ricardo Xavier, Professor de Reumatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em imunologia, pela Universidade de Shimane, no Japão, explica que muitas vezes, o paciente de artrite reumatóide sente dores nas articulações e trata como uma doença ortopédica ou simples inflamação. “Receber o diagnóstico da artrite reumatóide em sua fase inicial, cerca de 6 a 12 semanas após desencadeada a doença, pode ser a diferença entre a incapacitação e uma vida normal", alertou o médico.

Segundo o especialista, atualmente existem exames de sangue e radiológicos que permitem o diagnóstico nas primeiras 12 semanas, quando então podemos iniciar o tratamento. “Entretanto, em alguns pacientes, mesmo o exame de sangue (fator reumatóide) não permite o diagnóstico preciso. O paciente com dores nas articulações deve ser encaminhado a um médico especializado, para acompanhá-lo de perto: quanto mais cedo tratar corretamente a doença, melhor será a resposta".

Pesquisas médicas concluíram também que sem o tratamento adequado, a perspectiva a longo prazo para pessoas com artrite reumatóide é desanimadora: nos dois primeiros anos da doença, o paciente já apresenta uma incapacitação moderada (nesta etapa, 70% dos pacientes já apresentam destruição das articulações visível em exames de raios – X); em 10 anos, incapacitação grave. Sabe-se também que a expectativa média da vida de uma pessoa com artrite reumatóide pode ser diminuída de três a sete anos; pacientes com a doença em forma grave podem morrer 10 a 15 anos mais cedo que o esperado.

 
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