| Apenas uma entre quatro gestantes, com renda familiar igual
ou superior a R$ 5 mil, já ouviu falar no armazenamento de células-tronco
do sangue do cordão umbilical e considera esse processo importante para
o tratamento de algumas doenças que a criança possa adquirir no
decorrer da vida. A informação é do banco de sangue do cordão
umbilical do Brasil, CordVida.
Numa recente pesquisa realizada pela CordVida, envolvendo 100 gestantes do
Rio de Janeiro e de São Paulo (capital e interior), constatou-se que quase
metade das gestantes (49%) têm sido informadas sobre o processo de coleta
e armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical
pela televisão, 26% por parentes e amigos e apenas 16% pelo ginecologista
ou obstetra. Os outros 17% declararam não ter ouvido nada sobre o assunto.
De acordo com informações da CordVida, o levantamento deste estudo
visa, entre outros objetivos, identificar o grau de conhecimento das gestantes
a respeito da importância das células-tronco do sangue do cordão
umbilical e do processo de coleta e armazenamento. Procurou também, detectar
o grau de intenção das gestantes de contratar o serviço.
Outra informação detectada foi que a influência do médico
ginecologista ou obstetra (4%) e do pediatra (8%) na decisão da mulher
em optar pelo armazenamento ainda é pequena, talvez por que a maioria dos
médicos destas especialidades ainda não tenha se conscientizado
da importância de alertar aos futuros pais sobre a possibilidade do procedimento
em todas as maternidades do Brasil.
Opinião dos médicos
A pesquisa ouviu também 50 médicos – ginecologistas, obstetras
e pediatras – no Rio de Janeiro e São Paulo (capital e interior).
Deles, 32% acreditam que o armazenamento de células-tronco do sangue do
cordão umbilical do bebê tem grande potencial para a evolução
da medicina e é uma técnica valiosa, na qual vale a pena investir;
e 56% deles reconheceram o grande benefício do processo no tratamento de
doenças imunológicas.
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