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04.04.06

Gestantes ainda têm pouca informação sobre uso
de células-tronco do sangue do cordão umbilical

 

Apenas uma entre quatro gestantes, com renda familiar igual ou superior a R$ 5 mil, já ouviu falar no armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical e considera esse processo importante para o tratamento de algumas doenças que a criança possa adquirir no decorrer da vida. A informação é do banco de sangue do cordão umbilical do Brasil, CordVida.

Numa recente pesquisa realizada pela CordVida, envolvendo 100 gestantes do Rio de Janeiro e de São Paulo (capital e interior), constatou-se que quase metade das gestantes (49%) têm sido informadas sobre o processo de coleta e armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical pela televisão, 26% por parentes e amigos e apenas 16% pelo ginecologista ou obstetra. Os outros 17% declararam não ter ouvido nada sobre o assunto.

De acordo com informações da CordVida, o levantamento deste estudo visa, entre outros objetivos, identificar o grau de conhecimento das gestantes a respeito da importância das células-tronco do sangue do cordão umbilical e do processo de coleta e armazenamento. Procurou também, detectar o grau de intenção das gestantes de contratar o serviço.

Outra informação detectada foi que a influência do médico ginecologista ou obstetra (4%) e do pediatra (8%) na decisão da mulher em optar pelo armazenamento ainda é pequena, talvez por que a maioria dos médicos destas especialidades ainda não tenha se conscientizado da importância de alertar aos futuros pais sobre a possibilidade do procedimento em todas as maternidades do Brasil.

Opinião dos médicos
A pesquisa ouviu também 50 médicos – ginecologistas, obstetras e pediatras – no Rio de Janeiro e São Paulo (capital e interior). Deles, 32% acreditam que o armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical do bebê tem grande potencial para a evolução da medicina e é uma técnica valiosa, na qual vale a pena investir; e 56% deles reconheceram o grande benefício do processo no tratamento de doenças imunológicas.


 
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