| Relatório inédito da IOF (International Osteoporosis
Foundation) traz dados alarmantes sobre a osteoporose, doença que atinge
hoje cerca de 10 milhões de brasileiros. A pesquisa mostra que a partir
dos 50 anos de idade, as mulheres caucasianas (brancas) apresentam 40% de risco
de fraturar a coluna, quadril ou antebraço em conseqüência de
osteoporose durante o resto de suas vidas. As fraturas vertebrais são as
mais comuns e levam à diminuição da estatura e cifose (corcunda),
mas as fraturas de quadril são as mais preocupantes, já que aproximadamente
um terço dos pacientes que sofre uma fratura de quadril morre dentro de
um ano. Mesmo assim, segundo o relatório, por tratar-se de uma doença
silenciosa (sem sintomas aparentes), cerca de 80% das pacientes abandonam o tratamento
antes do primeiro ano.
O motivo para a desistência do tratamento apontado pelas mulheres que sofrem
com o problema, ouvidas no relatório, é que a doença não
é considerada séria, já que não apresenta sintomas
aparentes – quando as fraturas ocorrem é porque a doença já
está avançada. As principais causas apontadas do abandono são:
inconveniência do tratamento – necessidade de tomar o medicamento
em jejum e manter-se ereto por 30 minutos após a ingestão (40%),
efeitos colaterais (20%) e esquecimento (12%). Mas as próprias pacientes
sugerem que efeitos colaterais reduzidos e tomar medicamento com menos freqüência
são fatores que poderiam melhorar a aderência.
Outro dado preocupante da pesquisa é a falta de comunicação
entre médicos e pacientes. A pesquisa mostra que cada vez mais pacientes
abandonam o tratamento indicado, mas seus médicos nem desconfiam o motivo
- sete em cada 10 médicos disseram não saber por que suas pacientes
haviam abandonado o tratamento. Embora 60% dos médicos afirmarem que recomendam
o tratamento por 3 anos ou mais, menos da metade das mulheres (49%) foi capaz
de se lembrar de tal conselho. Além disso, 86% dos médicos não
estava certo de como incentivar as pacientes a continuar se tratando.
Sobre a IOF
A IOF é uma organização mundial dedicada à luta contra
a osteoporose que reúne cientistas, médicos, sociedades de pacientes
e parceiros corporativos. Trabalhando com 170 associações em 84
países, a IOF estimula a conscientização e prevenção,
detecção precoce e o melhor tratamento da osteoporose.
Quem quiser saber se tem propensão à doença pode fazer o
“teste de um minuto” no site da IOF. O endereço é http://www.osteofound.org
e há versões em diversas línguas, inclusive português.
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