| Bebês que dormem chupando chupeta têm 90% menos
risco da chamada "morte no berço" (cot death), de acordo com
estudo publicado no início de dezembro pelo British Medical Journal.
Foram comparados 185 casos da “síndrome da morte súbita na
infância” com 312 bebês saudáveis levando-se em conta
os fatores de risco. O estudo constatou que o benefício é ainda
maior para crianças que dormem de forma "inapropriada", como
de barriga para baixo; na cama com a mãe; ou que vivam em ambientes em
que os pais fumam.
A incidência de "mortes no berço" tira a vida de 300 bebês
(até 1 ano) todos os anos, na Grã-Bretanha. Na Califórnia
(EUA), segundo a pesquisa norte-americana realizada pela organização
Kaiser Permanente, de prestação de serviços em saúde,
1 em cada 2 mil bebês é vítima de "morte no berço".
O estudo diz: “Se todos os bebês usassem chupeta, o risco desse tipo
de ocorrência cairia para 1 em cada 20 mil”. Os pesquisadores dizem
que a chave para se entender o processo pode estar no fato de que as chupetas
costumam ter uma alça externa grande, o que ajudaria o bebê a não
vedar sua fonte de captação de ar ao afundar o rosto na roupa de
cama.
No artigo no British Medical Journal, os pesquisadores afirmam ainda
que usar a chupeta ajuda no desenvolvimento da parte do cérebro que controla
o funcionamento do sistema das vias respiratórias superiores.
A Fundação para o Estudo de Mortes na Infância recomenda que
um bebê que utilize chupeta regularmente deve continuar com esta prática.
Dois estudos publicados em 2000 mostraram que os bebês acostumados a usar
chupeta, mas abandonam pelos mitos que existem em torno do uso do acessório,
correm um risco maior de "morte no berço" nas noites em que não
as utilizam.
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