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22.12.04

Estudos mostram melhora na qualidade
de vida das mulheres com câncer de mama

 

Dois estudos vêm sendo realizados por médicos brasileiros a fim de avaliar a qualidade de vida de pacientes em uso de quimioterapia oral. Resultados da avaliação de um deles, das pacientes em tratamento para câncer de mama, foram apresentados em um dos principais congressos internacionais de câncer de mama do mundo, o San Antonio Breast Cancer Symposium, em San Antonio, realizado de 08 a 12 de dezembro. Este estudo demonstrou claros benefícios para as pacientes com câncer de mama tratadas com capecitabina.

O estudo de qualidade de vida foi realizado com 611 pacientes entre 22 e 88 anos de idade todas portadoras de câncer de mama em diversos hospitais do País. O resultado mostrou que mais de 62% das pacientes tratadas com a capecitabina tiveram melhora ou mantiveram a qualidade de vida durante o tratamento. A qualidade de vida foi medida através de questionários padronizados por grandes instituições internacionais, validados para a língua portuguesa, que avaliam vários parâmetros tais como auto-imagem, função sexual, perspectivas futuras e sintomas gerais.

O moderno medicamento denominado capecitabina anima pacientes e médicos por ser considerada uma droga “inteligente”. Diferente da quimioterapia, que age tanto nas células doentes quanto nas saudáveis, a capecitabina ataca somente as células tumorais preservando as sadias. No caso da quimioterapia tradicional, efeitos colaterais, como queda de cabelo, enjôos, feridas na boca, entre outros são inevitáveis.

Um outro estudo brasileiro apresentado em San Antonio avaliou o uso da capecitabina em combinação à radioterapia para uso pré-operatório, nos casos onde os tumores de mama têm dimensões um pouco maiores. Nestes estudos, foram obtidos excelentes resultados, pois a capecitabina deixa os tumores mais sensíveis à radioterapia, potencializando assim o efeito da mesma e aumentando a eficácia do tratamento.

O câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, mais de 49 mil novos casos da doença estão previstos para 2005. Nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Cancerologia alerta que uma em cada dez mulheres tem a probabilidade de desenvolver um câncer de mama durante a sua vida.

A capecitabina é um medicamento tumor-ativado, ou seja, é ativado apenas dentro do tumor. O organismo absorve o medicamento, que após algumas etapas metabólicas, entra no tumor e apenas dentro dele é transformado no agente ativo, exercendo sua ação anti-tumoral, dentro do câncer. Assim, o medicamento é ativado apenas dentro do tumor, aumentando a eficácia e diminuindo efeitos indesejáveis como queda de cabelo.

 
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